Com previsão de forte El Niño, impactos climáticos variam entre as regiões do país.

A primavera de 2026 começa em 22 de setembro e trará a influência de um El Niño de intensidade muito forte, o que deve refletir em condições climáticas desafiadoras para a agricultura no Brasil.
Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o trimestre de outubro a dezembro deve apresentar déficit de chuvas e temperaturas acima da média na maior parte do centro-norte do país, enquanto regiões do Sul podem ter precipitações acima do esperado.
✨ O fenômeno El Niño está sendo caracterizado por anomalias positivas nas águas do Oceano Pacífico Equatorial, com 98% de chance de manter-se ativo durante o trimestre.
A Região Norte é uma das mais afetadas, onde a previsão indica déficit de chuvas em grande parte, com algumas áreas podendo registrar até 200 milímetros abaixo da média. Exceções são previstas para locais como leste do Acre e norte do Amapá.
No Nordeste, a irregularidade nas chuvas e temperaturas elevadas podem dificultar o início da nova safra de grãos, especialmente no MATOPIBA. Em áreas irrigadas, a disponibilidade de água pode ser mais favorável, mas ainda assim, as temperaturas altas podem aumentar a exigência hídrica das culturas.
O Centro-Oeste verá um padrão misto, com previstos excessos de chuvas em Mato Grosso do Sul enquanto o norte de Mato Grosso e Goiás aguardam condições de déficit hídrico.
Já na Região Sul, a expectativa é de que os estados tenham chuvas acima da média, beneficiando as culturas de verão, mas o excesso pode atrapalhar o plantio adequado e a emergência das lavouras.
Acompanhamento das previsões meteorológicas e do solo é essencial para minimizar riscos e otimizar o desempenho das lavouras durante esse período desafiador.
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Jornalista especializado em Clima

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