A erradicação das aves, parte de uma estratégia de controle, provocou desequilíbrio ecológico e aumento de pragas.

Em 1958, sob o governo de Mao Zedong, a China implementou uma campanha para exterminar a população de pardais, alegando que as aves prejudicavam a produção agrícola ao consumirem grãos. Esta medida, porém, gerou um impacto negativo nas safras, pois resultou na proliferação de pragas devido à falta de seus predadores naturais.
A ofensiva fez parte da Campanha das Quatro Pragas, que visava a erradicação também de ratos, moscas e mosquitos, buscando melhorar as condições sanitárias e aumentar a oferta de alimentos. A população foi mobilizada para fazer barulho com panelas e outros itens, evitando que os pássaros pousassem e resultando na morte deles por exaustão.
✨ A falta dos pardais levou a um aumento da população de gafanhotos e à intensificação dos danos nas safras, coincidindo com a Grande Fome Chinesa entre 1959 e 1961.
Um estudo de 2025, conduzido por pesquisadores da Universidade de Chicago e do National Bureau of Economic Research (NBER), revelou que áreas com maior presença de pardais registraram perdas de 5,3% na produção de arroz e 8,7% na de trigo, resultando em cerca de 2 milhões de mortes adicionais durante a crise alimentar.
Em resposta aos desastrosos efeitos da campanha, o governo chinês retirou os pardais da lista de eliminação em 1960, substituindo-os pelos percevejos. Esse episódio é uma importante lição sobre os impactos de intervenções em ecossistemas, ignorando o papel biológico das espécies.
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