Estudo revela que Alemanha nunca esteve perto de desenvolver reator nuclear funcional durante a Segunda Guerra Mundial.

Um estudo de arqueologia nuclear publicado no periódico científico PNAS Nexus revela que a Alemanha nazista nunca esteve perto de construir um reator nuclear funcional durante a Segunda Guerra Mundial. A pesquisa, realizada por instituições como a Universidade Columbia e a Universidade de Maryland, analisou os materiais físicos e simulou digitalmente o reator B8 — a última instalação experimental do programa atômico alemão, montada em abril de 1945 na vila de Haigerloch.
Os resultados indicam que o projeto apresentava limitações materiais e erros industriais significativos. Enquanto isso, o físico Werner Heisenberg, líder do projeto, alegou em 1947 que o reator B8 havia falhado em razão de uma escassez mínima de urânio para alcançar a criticidade. Entretanto, a nova análise dos cubos de urânio remanescentes contradiz essa versão histórica, ressaltando que o reator operava com um fator de multiplicação efetivo de nêutrons de apenas 0,94.
✨ Para atingir a criticidade, os cientistas necessitariam de aproximadamente 2,0 vezes mais urânio e de 2,2 a 2,3 vezes mais água pesada do que o utilizado em 1945.
Adicionalmente, foi sugerido que os nazistas poderiam ter utilizado grafite como moderador. Contudo, a análise dos blocos de grafite do experimento B7 mostrou uma impureza de boro, proveniente do coque metalúrgico utilizado na síntese, que impossibilitou uma reação nuclear eficiente. O bloqueio naval aliado iniciado em 1940 impediu a importação de coque de petróleo, essencial para a produção de um moderador viável.
Dessa maneira, diante da escassez de matérias-primas puras e da incapacidade industrial para suprir os volumes necessários, o programa atômico alemão não poderia ter alcançado um reator funcional antes do fim do conflito.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Descoberta de esqueleto próximo a ruínas confirma função religiosa do local em Qinngua.

Investigações sobre dominância da mão direita atraem diversas hipóteses genéticas e evolutivas.

Totalidade foi vista em pontos da Espanha, Islândia e Groenlândia; grande parte do Hemisfério Norte acompanhou parcela do fenômeno.

Descubra como estará a lua hoje e as implicações para a observação.