Dia de Preto Velho celebra resistência da ancestralidade afro-brasileira
Comemorações destacam a importância do legado espiritual na Umbanda

Neste dia 13 de maio, o Dia de Preto Velho é celebrado, honrando a ancestralidade afro-brasileira e simbolizando a resistência histórica e espiritual referente a esses espíritos ancestrais.
A data coincide com os 138 anos da promulgação da Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, marcando um momento significativo para a religiosidade de matriz africana.
✨ Os Pretos Velhos são vistos como guardiões da sabedoria e da paciência, representando a luz e a proteção espiritual.
Resistência e Memória Histórica
A escolha do dia para essa celebração é significativa. Há uma interligação entre a abolição da escravidão, ocorrida em 1888, e a ressignificação das histórias de resistência política e social que perduram até hoje.
Embora a legalização da liberdade tenha acontecido, o racismo estrutural e seus efeitos sociais sobreviveram, tornando a prática da Umbanda uma forma de preservar as memórias e a cultura dos que sofreram na senzala.
O Papel dos Pretos Velhos na Umbanda
Na Umbanda, os Pretos Velhos atuam sob a energia de Omolu, o patrono curador, sendo procurados para oferecer conselhos e apoio espiritual. Suas manifestações são marcadas por simplicidade e poder.
Elementos como o cachimbo, utilizado para a transmutação de energias, e ramos de arruda para purificação são comuns durante os atendimentos, assim como a tradição de oferecer café.
✨ Os rituais que incluem cânticos e defumações são maneiras de expressar gratidão e honrar as raízes culturais negras do Brasil.
Os praticantes buscam manter seus altares e realizar rituais que não apenas reverenciam os Pretos Velhos, mas também reforçam o compromisso de buscar justiça e conexão com os ensinamentos dos ancestrais diariamente.
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