Pesquisadores afirmam que letra ilegível não é sinal de raciocínio rápido.

Um estudo publicado na revista Frontiers in Psychology tem explorado a dinâmica da escrita manual, revelando que a letra ilegível não é um indicativo de raciocínio mais rápido, como frequentemente se acredita.
Os pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia analisaram os processos cerebrais envolvidos na escrita à mão em comparação com a digitação. O experimento, que contou com a participação de 36 estudantes destros, mediu a atividade cerebral com um equipamento de eletroencefalografia (EEG) de 256 sensores.
✨ Os resultados indicaram que a escrita manual envolve uma complexa combinação de atividades cerebrais, que vai além do simples ato motor de movimentar a caneta sobre o papel.
As análises mostraram que, durante a escrita manual, há uma conectividade cerebral mais intensa nas áreas centrais e parietais, com maior atividade nas frequências theta e alfa, ligadas a formação de memórias e aprendizagem.
A pesquisa evidencia que a legibilidade da caligrafia não foi avaliada, portanto, não se pode afirmar que quem escreve de forma ilegível possui um raciocínio mais ágil. Vários fatores podem influenciar a aparência da letra, incluindo a rapidez com que algo é anotado.
Dessa maneira, está claro que escrever à mão exige do cérebro um planejamento e ajuste contínuos dos movimentos, o que não ocorre da mesma forma na digitação, reforçando a ideia de que a crença popular de que se pensa mais velozmente do que se escreve não se fundamenta em evidências científicas.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

Paulo Vicente Alves discute mudanças culturais, econômicas e políticas em palestra do Arena Impacto.

Filosófico e humanista, Morin deixou um legado duradouro

Iniciativa palestina visa a formação e produção audiovisual na Faixa de Gaza.

Pesquisa do Instituto Pensi mapeia comportamento solidário dos brasileiros