Pesquisa da Gallup International revela que a maioria não tem preferência, mas muitos ainda preferem meninos.

Uma pesquisa conduzida pela Gallup International em 44 países revela que 65% das pessoas não têm preferência pelo gênero de seus filhos. Embora a maioria não opte, a porcentagem de pessoas que prefeririam filhos meninos (16%) é ligeiramente maior em comparação àquelas que preferem meninas (15%).
Os dados foram coletados entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, entrevistando mais de 44 mil pessoas. A questão principal abordava a escolha entre ter um menino, uma menina ou se o gênero é irrelevante.
✨ A pesquisa mostra que preferências variam por nacionalidade, nível de educação e condição econômica, indicando que a cultura ainda influencia essas escolhas.
No entanto, existe uma notável variação nas preferências dependendo do país. Na Índia, por exemplo, 39% dos entrevistados expressaram a preferência por filhos do gênero masculino, enquanto na Coreia do Sul, 28% preferem meninas. As Filipinas apresentaram a menor taxa de preferências de gênero, com apenas 39% dos entrevistados se importando com essa questão.
Além disso, o estudo destacou diferenças de gênero: homens tendem a preferir meninos, enquanto mulheres mostram uma preferência maior por meninas. Também foi observado que, quanto mais alta a escolaridade do entrevistado, menor a preferência pelo gênero.
A pesquisa enfatiza a presença de fatores culturais e socioeconômicos enraizados que continuam a moldar as preferências familiares, mesmo em um mundo que avança em prol da igualdade de gênero. Michael Nitsche, presidente da Gallup International, afirmou que, embora haja progresso, ainda é necessário enfrentar os preconceitos persistentes.
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