Dia Internacional da Cerveja destaca o impacto do lúpulo na bebida

Celebrado hoje, 7 de agosto, o Dia Internacional da Cerveja oferece a oportunidade de refletir sobre o processo que leva a bebida até o copo. Do lúpulo à levedura, cada etapa é crucial para definir as propriedades da cerveja.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos produtores brasileiros é a cultura do lúpulo, que requer períodos prolongados de luz para seu crescimento. Essa condição é comum em regiões como os Estados Unidos e a Alemanha, mas escassa nas terras brasileiras. Para solucionar esse problema, muitos recorrentes à iluminação artificial, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento da planta.
✨ Lúpulo e cannabis: mesmo parentes, são bem diferentes.
O lúpulo não contém THC, o composto psicoativo encontrado na cannabis, e possui apenas um leve efeito relaxante. Murilo Ricci, produtor agrícola, enfatiza que a cultura da planta é totalmente legal no Brasil.
A parte do lúpulo mais utilizada na produção de cerveja é a flor, onde se encontram os grãos de lupulina, essenciais para o amargor e o aroma da bebida. Após a colheita, as flores precisam passar por um tratamento cuidadoso para evitar a oxidação, seguido de um processo de secagem.
Guilherme Manganello, engenheiro de alimentos, destaca que na fabricação é comum usar o lúpulo na forma de pellets. Esse formato facilita a sua adição ao processo de fermentação, tornando-o mais eficiente.
Além do lúpulo, o malte pilsen é a base fundamental na maioria das receitas. Cervejas puras são feitas apenas de malte, sem outros grãos. Diferentes receitas podem incluir cerais como milho ou arroz, criando uma diversidade de sabores.
Depois de moídos e misturados à água, os grãos são transformados em mosto, que ainda não é cerveja. O verdadeiro processo se inicia com a adição da levedura, que fermenta os açúcares e gera álcool e gás carbônico, um passo que se prolonga por 15 a 20 dias.
Por fim, a bebida é envasada e refrigerada, mantendo seu frescor. Uma curiosidade que surge frequentemente é a diferença entre cerveja e chopp: no Brasil, a cerveja pasteurizada é chamada assim, enquanto o chopp não passa por esse processo, mantendo um sabor mais fresco.
A pilsen persiste como a preferida dos brasileiros, famosa por seu tom dourado e amargor equilibrado, com um teor alcoólico em média de 4,5% a 4,8%, fatores que explicam seu devido sucesso.
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