Estudo revela rituais do Egito Antigo e rotas comerciais milenares

Pesquisadores do Instituto Max Planck, na Alemanha, conseguiram recriar a fragrância utilizada na mumificação da nobre Senetnay, revelando segredos sobre práticas do Egito Antigo e suas rotas comerciais milenares.
A equipe de especialistas resgatou um elemento invisível que sobreviveu por milênios, permitindo que as pessoas respirassem a atmosfera dos rituais sagrados realizados em 1450 a.C.
O estudo focalizou os bálsamos usados na nobre Senetnay, cujos restos mortais foram encontrados no Vale dos Reis em 1900, durante escavação liderada pelo famoso arqueólogo Howard Carter.
✨ A composição do perfume da eternidade incluía cera de abelha, óleos vegetais, gorduras e resinas variadas, com indícios de conexões comerciais que se estendiam por até 4.000 quilômetros.
Os pesquisadores analisaram amostras de dois vasos canópicos que preservavam órgãos da nobre, revelando uma mistura complexa que resultou na essência original apresentada atualmente no Museu Moesgaard, na Dinamarca.
A presença de ingredientes de diferentes partes do mundo, como a resina da árvore de goma damar, sugere que as redes comerciais do Egito Antigo eram mais avançadas e globalizadas do que se pensava.
Dentre as vinte combinações testadas para reproduzir o bálsamo de Senetnay, os cientistas escolheram uma que evoca memórias das paisagens mediterrâneas, proporcionando aos visitantes uma verdadeira viagem sensorial ao passado.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento

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