Estudo investiga as origens e consequências do crescente maniqueísmo nas relações sociais e políticas.

A polarização tem corroído as relações pessoais e institucionais. No entanto, a origem dessa fissura que nos faz encontrar inimigos na própria sombra é complexa. Há pelo menos 15 anos, as tecnologias digitais serviram como ferramenta poderosa em uma guerra híbrida, capaz de transformar cidadãos comuns em robôs letais.
Quando Isaac Asimov formulou as três leis da robótica em 1942, ele acreditava que robôs poderiam aprender a partir de humanos, incorporando regras éticas. Porém, se os humanos, de forma deliberada e irresponsável, falham em interpretar a defesa de direitos sociais como um sinal de esquerdismo ou comunismo, como esperar que robôs superinteligentes não se tornem nocivos, ameaçando a própria humanidade?
A guerra híbrida atua como um câncer, corroendo a sociedade. Este fenômeno revive um conceito de Guerra Fria, onde bifurcações ideológicas como comunismo e capitalismo, que já não fazem sentido, retornam à cena. Com o auxílio das novas tecnologias, uma avalanche de ideias sem fundamento ganha visibilidade, refletindo um mundo onde o oportunismo é considerado inteligência.
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Vivemos em um tempo onde a desconfiança das manipulações algorítmicas é constante. Eu, parte da Geração X, testemunhei a transição do Brasil de um longo período de ditadura para uma era onde voltar a ter voz política foi uma conquista. Porém, a mágica das coincidências foi substituída por um ambiente virtual que limita a sensorialidade humana e facilita a irresponsabilidade nas decisões.
O jogo político se assemelha a uma luta de gladiadores, onde maniqueísmo e niilismo coexistem. Sem a responsabilidade que a presença física impõe, as más decisões se tornam coletivas, deixando nossa trajetória democrática em risco.
É essencial identificar as estratégias de marketing que desviam a atenção dos debates significativos, levando à raiva e ao medo. A prática política deve ser livre de manipulações, sendo que a distratação por líderes religiosos durante campanhas eleitorais é uma questão que deve ser enfrentada para proteger a boa-fé de cidadãos em busca de apoio.
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Jornalista especializado em Cultura & Entretenimento




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