A adesão ao IBS e CBS apresentou queda acentuada entre os primeiros semestres do ano.

A adaptação das empresas à reforma tributária apresentou uma queda significativa de 52,8% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026. De acordo com os dados, a porcentagem de notas fiscais eletrônicas de mercadorias (NF-e) emitidas sem os campos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) teve uma redução acentuada.
No primeiro trimestre, a diminuição mensal foi de 4,79 pontos percentuais, enquanto entre abril e junho, esse número caiu para 2,26 pontos. Além disso, 40,71% das empresas do regime normal ainda não tinham totalizado a adesão aos novos campos exigidos, representando 137,3 mil CNPJs e um índice de não adesão de 28,47%.
✨ Mesmo em junho, 20,94% dos CNPJs, equivalente a 70,6 mil empresas, não estavam totalmente adaptadas aos novos tributos.
O estudo da Qive, que analisou 226 milhões de notas fiscais no primeiro semestre, também mostrou que 85,42% das NF-e emitidas pelo regime normal já continham o preenchimento correto do IBS e CBS. As discrepâncias revelam que, enquanto as principais emissões estão ajustadas, uma parte significativa dos contribuintes não acompanhou.
No que diz respeito à adesão por estado, os dados varíam consideravelmente. Estados como Rio Grande do Norte, Alagoas e Amazonas têm as menores taxas de NF-e não aderentes, mas ainda assim apresentaram uma elevada proporção de empresas sem adesão. Por exemplo, no Rio Grande do Norte, o índice de empresas sem adesão chega a 34,20%.
As notas de serviços (NFS-e) mostraram um cenário adverso, com 71,65% das 38,4 milhões de NFS-e emitidas sem os campos adequados. Enquanto mais de 67% das notas de serviço vieram de sistemas de prefeituras, o Emissor Nacional apresentou uma taxa de aderência de 54,01%.
Diante desse cenário, Erika Daguani, CPO e CHRO da Qive, destacou que a adaptação das empresas varia em ritmo devido à complexidade e infraestrutura diferentes entre os segmentos. O varejo e a indústria, embora tenham alcançado níveis altos de adequação, ainda enfrentam pendências, especialmente entre empresas de entretenimento e agronegócio.
Conclui-se que a adequação tributária está em andamento, mas a velocidade de adaptação precisa melhorar, especialmente com a implementação obrigatória dos novos tributos.
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Jornalista especializado em Economia

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