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economia
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Agropecuária perde 8.378 empregos formais em abril

Setor registra saldo negativo enquanto serviços e construção avançam.

Ricardo Alves28 de maio de 2026 às 15:25
Agropecuária perde 8.378 empregos formais em abril

Em abril, o setor agropecuário sofreu uma perda de 8.378 vagas formais, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira.

No geral, o Brasil registrou a criação de 85.888 postos com carteira assinada no mês, embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas, que previam uma geração mínima de 130 mil novas vagas.

Desempenho por setores

Entre os principais setores da economia, três finalizaram abril com resultados positivos. O setor de serviços liderou a geração de empregos, contabilizando 69.601 novas vagas, seguido pela construção com 23.525 e pela indústria, que adicionou 9.256 postos.

Enquanto isso, o comércio também apresentou um resultado negativo, fechando 8.114 vagas.

Análise regional

Os dados do Caged revelam que a performance do mercado formal foi majoritariamente positiva em 24 das 27 unidades da Federação. O estado de São Paulo se destacou na criação de empregos, adicionando 20.202 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro com 11.741 e Minas Gerais com 8.991.

As quedas ocorreram em Alagoas, que perdeu 1.505 vagas, e no Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, ambos com 1.396 demissões.

Salário médio

O salário médio real de admissão no país emergiu em R$ 2.386,56 em abril, apresentando um leve aumento de R$ 16,68 ou 0,7% em relação a março, e um crescimento de R$ 42,21 ou 1,8% se comparado ao mesmo mês do ano anterior.

O MTE não especificou, nesta análise, quais atividades do setor agropecuário geraram os desligamentos ou onde ocorreram as maiores pressões sobre o emprego rural. Portanto, o dado apenas indica uma diminuição de postos formais na agropecuária, contrastando-se com o crescimento em outros setores.

Esses números reforçam a necessidade de monitorar os próximos relatos para entender se a perda na agropecuária é um movimento sazonal ou se indica uma desaceleração mais persistente nas contratações formais do setor.

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