Setor registra saldo negativo enquanto serviços e construção avançam.

Em abril, o setor agropecuário sofreu uma perda de 8.378 vagas formais, conforme os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quinta-feira.
No geral, o Brasil registrou a criação de 85.888 postos com carteira assinada no mês, embora o resultado tenha ficado abaixo das expectativas, que previam uma geração mínima de 130 mil novas vagas.
Entre os principais setores da economia, três finalizaram abril com resultados positivos. O setor de serviços liderou a geração de empregos, contabilizando 69.601 novas vagas, seguido pela construção com 23.525 e pela indústria, que adicionou 9.256 postos.
✨ Enquanto isso, o comércio também apresentou um resultado negativo, fechando 8.114 vagas.
Os dados do Caged revelam que a performance do mercado formal foi majoritariamente positiva em 24 das 27 unidades da Federação. O estado de São Paulo se destacou na criação de empregos, adicionando 20.202 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro com 11.741 e Minas Gerais com 8.991.
As quedas ocorreram em Alagoas, que perdeu 1.505 vagas, e no Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, ambos com 1.396 demissões.
O salário médio real de admissão no país emergiu em R$ 2.386,56 em abril, apresentando um leve aumento de R$ 16,68 ou 0,7% em relação a março, e um crescimento de R$ 42,21 ou 1,8% se comparado ao mesmo mês do ano anterior.
O MTE não especificou, nesta análise, quais atividades do setor agropecuário geraram os desligamentos ou onde ocorreram as maiores pressões sobre o emprego rural. Portanto, o dado apenas indica uma diminuição de postos formais na agropecuária, contrastando-se com o crescimento em outros setores.
Esses números reforçam a necessidade de monitorar os próximos relatos para entender se a perda na agropecuária é um movimento sazonal ou se indica uma desaceleração mais persistente nas contratações formais do setor.
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Jornalista especializado em Economia

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