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economia
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Alta do petróleo pressiona mercado em meio a conflitos entre EUA e Irã

Preço do barril de Brent alcança maior patamar desde junho

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 03:35
Alta do petróleo pressiona mercado em meio a conflitos entre EUA e Irã

Os conflitos em expansão entre Estados Unidos e Irã impactaram de maneira significativa o mercado de energia, fazendo com que o preço do petróleo Brent superasse os US$ 96 por barril nesta quinta-feira, 23, atingindo níveis não vistos desde junho deste ano.

De acordo com informações recentes, o preço do Brent subiu 2,2%, alcançando US$ 96,14 por barril, enquanto o petróleo WTI, utilizado como referência nos EUA, apresentou um aumento de 1,8%, subindo para US$ 88,35. No início do mês, o Brent estava abaixo de US$ 72.

O Estreito de Ormuz é uma passagem crucial, onde cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo é comercializado.

As hostilidades têm dificultado o tráfego de petroleiros nesta via estratégica. Na quarta-feira, os militares dos EUA informaram sobre a 12ª noite consecutiva de ataques direcionados ao Irã, em um cenário em que ambos os lados intensificam suas operações contra alvos civis.

Esse aumento nos preços do petróleo reascende preocupações sobre uma possível nova onda de inflação global, já que os custos elevados de energia podem resultar em pressões financeiras sobre empresas e consumidores. Especialistas sugerem que bancos centrais, como o Federal Reserve, poderiam ser levados a manter taxas de juros altas por mais tempo ou até aumentar esses índices novamente.

Apesar da inquietação no setor de energia, as bolsas asiáticas apresentaram um desempenho predominantemente positivo. O índice Kospi da Coreia do Sul, impulsionado por ações relacionadas à inteligência artificial, cresceu 3,7%, enquanto o Nikkei japonês registrou um avanço de 0,5%.

Em contrapartida, em Wall Street, a alta nos preços do petróleo fez com que os investidores adotassem uma postura cautelosa, resultando em flutuações perto da estabilidade entre os principais índices.

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