Aumento da inadimplência no crédito rural atinge 7,4% no Brasil
Índice de inadimplência registra novo pico, afetando agricultores e instituições financeiras.

A inadimplência no crédito rural para pessoas físicas no Brasil atingiu 7,4% em abril, refletindo um dos níveis mais elevados na história do setor. Segundo dados do Banco Central, o aumento se deve, em parte, às dificuldades enfrentadas por agricultores, com um incremento na taxa de inadimplência que superou ligeiramente os 7,6% de fevereiro deste ano.
Após uma leve melhora em março, onde o percentual caiu para 7,1%, o cenário se agrava nas operações com taxas de mercado, que chegaram a 13,3%, enquanto nas taxas regulamentadas, a inadimplência subiu para 3,1%, o maior nível desde que a série histórica começou em 2011.
Situação do crédito rural
Entre as empresas do agronegócio, a inadimplência se manteve em 0,8% no geral, com um leve aumento nas taxas de mercado, atingindo 0,9%, e alcançando 0,5% nas taxas reguladas. No total, as operações problemáticas no sistema financeiro somaram R$ 186,5 bilhões em abril, correspondendo a 21% da carteira ativa, uma disparada comparada a anos anteriores.
✨ R$ 186,5 bilhões: total de crédito rural problemático em abril.
A região do Rio Grande do Sul, que enfrentou sérias adversidades climáticas, contabiliza quase R$ 40 bilhões em operações de crédito rural com dificuldades, correspondendo a 35% da carteira total. A maior parte das pendências, no valor de R$ 23,1 bilhões, já foi renegociada.
"A elevação do saldo problemático no crédito rural deve ser analisada sob uma perspectiva multifatorial, incluindo eventos climáticos extremos e aumento de custos de produção
Informações Adicionais
O Banco Central implementou uma ferramenta para monitorar mensalmente a evolução da dívida no crédito rural, possibilitando um acompanhamento mais detalhado das operações e apoiando políticas públicas e análises acadêmicas sobre o tema.
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