Chuvas atrasam colheita e elevam custos no mercado nacional.

Os preços do etanol e do açúcar aumentaram em setembro no Brasil, impulsionados pelo atraso na colheita de cana-de-açúcar devido às intensas chuvas nas regiões do Centro-Sul.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa situação resultou em uma oferta reduzida desses produtos. Além disso, a forte valorização do petróleo também intensificou o aumento dos preços do etanol, tornando-o mais competitivo em relação aos combustíveis fósseis.
✨ Os preços médios do açúcar em setembro atingiram R$ 118,98 por saca de 50 quilos, um aumento de 17,68% em relação ao mês anterior.
As consultorias alertam que a colheita pode permanecer paralisada em outubro, o que pode resultar em uma quantidade significativa de cana sendo deixada para a próxima safra, prolongando a moagem até fevereiro ou março.
Além disso, mesmo com o preço do açúcar superior ao do etanol, a cana colhida com alta umidade reduz a produção de açúcar e favorece a produção de biocombustível, levando as usinas a diminuírem a produção de açúcar.
No mercado, o indicador Cepea/Esalq reportou que, entre 28 de setembro e 2 de outubro, o preço do etanol hidratado foi de R$ 2,5639 por litro, com um recuo de 0,7% em relação à semana anterior, mas acumulando uma alta de 6,86% desde o início do mês.
Já o etanol anidro registrou um aumento de 9,88% em setembro, com preço médio de R$ 3,0579 por litro.
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Jornalista especializado em Economia

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