Economistas alertam para os impactos no custo do combustível devido à crise no mercado internacional.

O abastecimento e os custos do diesel no Brasil estão em foco devido à combinação da baixa oferta no mercado internacional e novas restrições comerciais impostas contra a Rússia. Essa análise é do economista André Galhardo Fernandes, que utilizou dados do MDIC para avaliar as atuais condições do mercado de derivados.
Na Europa, a situação é alarmante: a França já enfrenta falta de combustível em 11% de seus postos de abastecimento, e o preço do diesel atingiu recordes históricos. A gasolina também se aproxima de picos anteriores, refletindo um cenário complicado em relação à disponibilidade de derivados.
✨ As importações brasileiras de diesel entre janeiro e agosto somaram US$ 7,7 bilhões, um aumento significativo em relação aos anos anteriores, já que 64,4% dessas compras foram da Rússia.
Enquanto isso, a Alemanha aprovou um pacote de 2,5 bilhões de euros para reduzir impostos sobre combustíveis a partir de outubro. Nos Estados Unidos, o Congresso também aprovou novas sanções energéticas contra a Rússia, que incluem a possibilidade de tarifas de até 100% sobre a compra de petróleo e gás russo.
Os impactos dessas sanções são evidentes, já que a Rússia, anteriormente uma importante fornecedora de diesel, teve sua capacidade de processamento reduzida devido a ataques a refinarias. As exportações russas de diesel caíram drasticamente, com recuo de 39% em junho em relação ao mês anterior e de 46% na comparação anual.
No Brasil, a situação é crítica, pois o país importa cerca de 30% do diesel que consome, sendo a Rússia responsável por uma parcela significativa desse total. A pressão no mercado pode resultar em aumento dos custos, especialmente para setores que dependem do diesel, como transporte, agricultura e construção.
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Jornalista especializado em Economia

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