Novo crescimento leva em conta desempenho agrícola e da indústria

O Banco Central (BC) atualizou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, elevando de 1,6% para 2,0%. Essa nova estimativa foi revelada nesta quinta-feira, 25 de maio, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, alinhando-se à mediana do relatório Focus, que é de 1,98%.
As revisões foram influenciadas por novas estimativas de atividades econômicas em vários setores. O PIB agropecuário foi elevado de 1,0% para 1,7%, enquanto o setor industrial teve uma previsão de crescimento ajustada de 1,2% para 2,3%. No caso dos serviços, a projeção passou de 1,7% para 1,9%.
✨ A projeção para o consumo das famílias aumentou de 1,4% para 2,1%, reafirmando um cenário otimista.
Em relação a outros indicadores, a previsão para a Formação Bruta de Capital Fixo subiu de 0,5% para 1,5%. As importações também foram revistas, passando de 1,0% para 2,0%, enquanto as exportações foram ajustadas de 2,5% para 3,0%.
Essas revisões refletem resultados positivos inesperados do primeiro trimestre e melhoras nas perspectivas para os setores agropecuário e da indústria extrativa. O BC menciona que a expectativa de maior consumo interno e o estímulo fiscal e creditício também têm contribuído para o crescimento projetado.
✨ Embora a estimativa para um crescimento mais robusto em 2026 tenha sido revista para cima, o BC alerta para um cenário de política monetária restritiva.
A taxa de ociosidade reduzida ainda sugere um crescimento moderado para o segundo semestre, e a situação no Oriente Médio adiciona incerteza às previsões econômicas.
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Jornalista especializado em Economia

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