Banco Central reconhece falha de comunicação em reunião do Copom
Gabriel Galípolo explica excesso de informações no comunicado

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reconheceu na última quinta-feira (25) que a falha na comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) em sua reunião de junho decorreu de um excesso de informações, e não da falta delas.
Durante a apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, ele explicou que a tentativa de condensar muitas explicações em um espaço restrito causou ruído nas mensagens transmitidas.
Galípolo assumiu a responsabilidade pela redação do comunicado, destacando que ele é resultado de um consenso coletivo do comitê. Ele reiterou que não houve alteração na política monetária, com a discussão atual centrada no nível de detalhamento das comunicações.
✨ Ele sugeriu que, para evitar confusões, os comunicados poderiam ser mais concisos, enquanto informações adicionais seriam apresentadas na ata da reunião.
O presidente do Banco Central também mencionou a confusão existente entre a demanda por transparência e a expectativa de sinalizações antecipadas sobre os próximos passos do Copom.
Galípolo assegurou que o mercado tem o direito de pedir mais informações, mas que o Banco Central se reserva o direito de não antecipar decisões quando isso não for benéfico para a política monetária.
Ele explicou que a decisão sobre a taxa Selic será tomada com base em dados coletados nos 40 dias entre as reuniões do comitê e que a recente decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual foi a tendência preferida pela maioria no Questionário pré-Copom (QPC).
Sobre o panorama inflacionário, Galípolo afirmou que o Copom evidenciou uma assimetria altista em seus riscos, apontando para quatro fatores de alta e três de baixa.
✨ A caracterização dos riscos foi explicada na ata divulgada recentemente.
Os cenários de juros considerados incluem possibilidades de pausa e retomada dos cortes da Selic, com o foco na convergência da inflação.
Galípolo destacou também que a projeção de que o hiato do produto deve se tornar negativo até o quarto trimestre de 2027 está ligada às expectativas de desaceleração econômica decorrentes da política monetária restritiva.
Além disso, ele mencionou que os efeitos das medidas fiscais e de crédito do governo estão sendo integrados gradualmente nas previsões de inflação.
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