Comef aponta vulnerabilidades e crescimento do crédito privado

O Banco Central do Brasil, através do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), divulgou a ata de sua 66ª reunião, que destaca um leve endurecimento nas condições financeiras globais desde a última avaliação. Apesar da estabilidade do sistema financeiro mundial, diversas vulnerabilidades em grandes economias continuam a ser um foco de preocupação.
Entre os principais pontos discutidos, o Comef ressaltou que, apesar de uma liquidez global elevada que favorece o apetite a risco, os Estados Unidos enfrentam uma situação de inadimplência significativa em diferentes tipos de crédito. Isso ocorre em um contexto onde o crédito privado está crescendo junto ao aumento de investimentos no setor tecnológico, mas isso também traz riscos associados a essa expansão.
Na China, a ata destaca uma desaceleração no crédito bancário e uma menor rentabilidade das instituições financeiras, decorrentes de uma diminuição da demanda por crédito em um ambiente de contenção econômica. Contudo, o setor bancário mostra resiliência conforme os indicadores de capital.
Além disso, o Comef observa que o aumento dos investimentos relacionados à digitalização e inteligência artificial, as alterações nas políticas econômicas e a continuidade de conflitos no Oriente Médio têm influenciado as expectativas de inflação, bem como as diretrizes fiscal e monetária.
✨ O Comef destaca que a alta nas taxas de juros de longo prazo e a volatilidade das moedas de economias avançadas aumentam os riscos financeiros.
A maioria das 58 jurisdições analisadas manteve seus buffers de capital contracíclicos inalterados, com quatro alterando esses parâmetros. O Comef registrou que 45 jurisdições mantêm esse instrumentoativo, enquanto 28 indicaram a adoção do buffer neutro positivo, que visa garantir capital adicional mesmo em tempos sem riscos financeiros significativos.
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Jornalista especializado em Economia

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