Déficit em transações correntes de 2025 passa de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões após atualização.

O Banco Central informou na última segunda-feira a atualização das estatísticas do setor externo referentes a 2025 e o acumulado de 2026 até julho. A revisão mostrou que o déficit em transações correntes do ano de 2025 foi ajustado de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões.
Além disso, a entrada de investimento direto no País (IDP) foi recalculada, passando de US$ 77,7 bilhões para US$ 85 bilhões. Uma das principais alterações foi na conta de serviços, que sofreu um aumento no déficit de US$ 50,6 bilhões para US$ 52,2 bilhões, aprofundando o resultado negativo em US$ 1,6 bilhão.
✨ O saldo negativo na renda primária diminuiu de US$ 81,3 bilhões para US$ 80,4 bilhões, representando uma redução de US$ 900 milhões.
O déficit em transações correntes de 2025, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), subiu de 2,93% para 2,96%. Para o investimento direto, a relação com o PIB aumentou de 3,41% para 3,73%. Para 2026, entre janeiro e julho, o déficit em transações correntes foi elevado de US$ 36,0 bilhões para US$ 38,5 bilhões.
No mesmo período, a entrada líquida de IDP avançou de US$ 54,4 bilhões para US$ 57,0 bilhões. O Banco Central também revisou o superávit da balança comercial de bens, que caiu de US$ 43,2 bilhões para US$ 42,1 bilhões, enquanto o déficit da conta de serviços passou de US$ 32,7 bilhões para US$ 33,5 bilhões.
A conta financeira permaneceu negativa, sendo ajustada de US$ 38,4 bilhões para US$ 40,5 bilhões. A diminuição do superávit da balança comercial de bens é atribuída à revisão das estatísticas compiladas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Nos 12 meses encerrados em julho, o déficit em transações correntes foi revisado de US$ 62,9 bilhões para US$ 61,8 bilhões, enquanto a entrada de investimento direto no País passou de US$ 88,4 bilhões para US$ 86,8 bilhões.
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Jornalista especializado em Economia

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