Dois servidores teriam simulado negócios para encobrir transferências de recursos ilícitos.

O Banco Central está investigando indícios de que dois de seus servidores, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, teriam recebido R$ 12 milhões em propinas do Banco Master. As investigações indicam que ambos simularam negócios com empresas relacionadas a Daniel Vorcaro para ocultar a transferência de recursos ilícitos.
Conforme a sindicância do Banco Central, Paulo Sérgio recebeu R$ 8 milhões enquanto atuava como diretor de fiscalização. Já Belline teria recebido cerca de R$ 4 milhões. A investigação apurou que os servidores simularam a prestação de serviços ou a negociação de imóveis como forma de encobrir as transações ilícitas.
✨ Ambos os servidores estão afastados desde janeiro e a CGU poderá decidir pela demissão após o processo administrativo.
Relatos de colegas e uma denúncia anônima levaram a sindicância a investigar. O crescimento patrimonial de Paulo Sérgio e Belline foi desproporcional aos seus ganhos como servidores públicos. A investigação interna revelou que desde janeiro eles estão sem acesso ao prédio e ao sistema do BC.
Ambos foram chamados a prestar esclarecimentos. Paulo Sérgio alegou que o aumento patrimonial ocorreu devido à venda de um sítio em Minas, sem considerar o vínculo com a Pipe Participações, empresa ligada ao cunhado de Vorcaro. Belline argumentou ter prestado consultoria de forma legítima, mas os relatórios apresentados não justificam o alto valor recebido.
Após a conclusão da sindicância, o Banco Central recomendou a abertura de um processo administrativo na CGU, além de encaminhar as informações à Polícia Federal. As defesas de ambos afirmam que sempre atuaram dentro de suas atribuições e sem interferência nas atividades de fiscalização.
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Jornalista especializado em Justiça

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