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economia
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Banco Mundial projeta crescimento desigual na América Latina

Argentina se destaca enquanto Brasil e México enfrentam dificuldades

Gabriel Azevedo08 de abril de 2026 às 11:25
Banco Mundial projeta crescimento desigual na América Latina

O Banco Mundial revelou um relatório nesta quarta-feira (8) que mostra as diferenças na recuperação econômica de países da América Latina e do Caribe. Com a Argentina se destacando, o Brasil e o México enfrentam desafios significativos que limitam seu crescimento.

Perspectivas limitadas para a região

De acordo com o documento, a economia argentina apresenta um panorama mais promissor, enquanto Brasil e México lidam com um ambiente econômico desfavorável, caracterizado por condições financeiras restritivas e espaço fiscal apertado.

O relatório aponta um crescimento do PIB argentino de 3,6% para 2026.

As projeções de crescimento na América Latina foram classificadas como "limitadas" diante da leve melhora nas condições financeiras globais e da estabilidade nos preços das commodities. A falta de avanço em relação ao ano anterior destaca um cenário de estagnação na renda per capita em muitos países da região.

O consumo se mantém como motor da economia, embora seu crescimento seja modesto. O investimento continua a ser um fator negativo, com empresas hesitando em se comprometer devido à incerteza política e econômica.

Reformas argentinas em foco

A Argentina, sob a liderança do presidente Javier Milei, tem adotado uma série de reformas fiscais e econômicas que melhoraram suas expectativas financeiras. Medidas como a racionalização de gastos e a reforma do mercado de trabalho estão entre as iniciativas destacadas pelo Banco Mundial.

O relatório também menciona a importância das parcerias externas, citando uma colaboração com os Estados Unidos para fortalecer cadeias de suprimento de minerais críticos no país.

Desafios para a economia brasileira

Para o Brasil, o panorama é menos auspicioso. A expectativa de crescimento é de apenas 2,2% em 2026, reflexo de uma combinação de juros altos e incertezas, o que tem restringido o crédito e os investimentos.

Analisando o governo atual de Luiz Inácio Lula da Silva, as medidas para aumentar impostos e expandir gastos sociais não têm gerado os resultados esperados, contribuindo para uma inflação persistente e um mercado de crédito tensionado.

O governo brasileiro implementa um programa para reduzir o endividamento da população em meio ao ano eleitoral.

Esse programa contempla a unificação de dívidas em diferentes linhas de crédito com a intenção de oferecer descontos significativos nas taxas de juros. Entretanto, ainda há preocupação com a inadimplência e sua influência sobre a recuperação econômica.

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