Os índices enfrentam queda antes da decisão do Banco Central Europeu.

As principais bolsas da Europa apresentaram queda nesta quarta-feira (9), após o petróleo Brent ultrapassar a marca de US$ 100 por barril devido à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, caracterizado por uma série de ataques.
Esse movimento também foi acompanhado por uma alta no gás natural e ocorre em um ambiente de maior cautela no mercado, especialmente na véspera da decisão do Banco Central Europeu (BCE). Por volta das 6h44, horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,8%, atingindo 644,12 pontos.
Olhando para os principais mercados, a Bolsa de Londres registrava uma queda de 0,5%, enquanto Frankfurt perdia 1%, Paris apresentava uma redução de 1,3%, Milão recuava 0,97% e Madri tinha uma baixa de 1,6%. Em contrapartida, Lisboa operava de forma estável.
✨ O petróleo Brent para novembro subia 2,7%, alcançando US$ 100,59 por barril, e o contrato de gás natural Dutch TTF para outubro avançava 3,8%, cotado a 78,76 euros por megawatt-hora.
O ING destacou que os recentes acontecimentos reforçam a ideia de que uma retomada nas negociações está longe de acontecer. Além disso, o Deutsche Bank considerou que o verão de 2026 deve influenciar significativamente o crescimento e a inflação na região.
Analistas do banco mencionaram que o choque energético no Oriente Médio, aliado à diminuição das chuvas, ao impacto do El Niño e às ondas de calor, criam um cenário de pressão sobre os preços dos alimentos nos próximos meses.
Entre as ações, a Capgemini liderava as perdas no índice CAC 40 em Paris com uma queda de 2,7%. Outras empresas como Saint Gobain, Michelin, LVMH, Legrand e Airbus também apresentaram quedas em torno de 2%. Na Bolsa de Madri, a Inditex teve uma queda de 4,2%, e gestões da empresa disseram que os custos de transporte devem continuar afetando os resultados, mesmo com um crescimento estável nas vendas.
A sessão europeia foi marcada por essa combinação de fatores que influenciam os mercados, especialmente com o petróleo em alta e o aumento das tensões geopolíticas, em um quadro que será observado de perto antes das decisões do BCE.
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Jornalista especializado em Economia

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