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economia
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Dólar cai para menor nível desde junho com valorização do petróleo

Moeda americana recua mesmo com alta do DXY e cenário de tensão global

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 18:20
Dólar cai para menor nível desde junho com valorização do petróleo

Na terça-feira, 21 de dezembro, o dólar à vista caiu 0,31%, estabelecendo-se em R$ 5,0737, um nível que não era registrado desde 15 de junho. Esse movimento se deu apesar de uma alta de 0,23% do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas importantes.

De acordo com analistas, a queda do dólar foi sustentada pela valorização do petróleo e pelo aumento da procura por operações de carry trade. O contrato futuro do dólar para agosto também acompanhou essa tendência, recuando 0,39%, para R$ 5,0860, por volta das 17 horas.

Em relação ao desempenho mensal e anual, o dólar apresentou uma queda de 1,73% em dezembro e 7,57% no acumulado do ano, refletindo as mudanças nas condições do mercado.

A melhora nas condições de troca e o preço elevado do petróleo Brent, que ultrapassou US$ 90 por barril, foram fatores favoráveis para o real. O fechamento do contrato para setembro da Petrobras subiu 2% para US$ 91,01 o barril.

Enquanto isso, o Oriente Médio segue como um ponto de preocupação. Especialistas alertam para a possibilidade do grupo iemenita Houthi restringir o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb, o que poderia impactar o mercado global de petróleo. Juliana Benvenuto, coordenadora da Avenue, destacou que essa situação poderia se tornar um desafio maior.

O economista-chefe da Nomos, Beto Saadia, acredita que o preço do petróleo se estabilizará entre US$ 85 a US$ 95 por barril, o que beneficie ainda mais o Brasil. Ele ressalta que o fluxo de capital externo é impulsionado pelas taxas de juros brasileiros, que permanecem elevadas.

Já o economista Marcos Vinícius Oliveira, da ZIIN Investimentos, aponta que a diferença entre os juros brasileiros e americanos continua atraente para investidores.

Os investidores também ficarão atentos aos dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos sobre petróleo e combustíveis, programados para as 11h30 de quarta-feira, e ao fluxo cambial semanal do Brasil, previsto para às 14h30.

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