Bancos ajustam taxas em resposta à alta dos juros futuros, impactando financiamentos.

Recentemente, os principais bancos privados do Brasil, como Bradesco, Itaú e Santander, anunciaram aumentos nas taxas de financiamento imobiliário. Esse movimento ocorre em um contexto onde os juros futuros têm apresentado alta significativa.
Somados, os três bancos representaram aproximadamente 55% do valor financiado para aquisição de imóveis entre janeiro e setembro deste ano, conforme a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
✨ Bradesco aumentou a taxa principal de 11,99% + TR para 15% + TR, enquanto Itaú ajustou para 12,95% ao ano e Santander passou a oferecer taxas a partir de 12,49% + TR.
De acordo com os bancos, a alta nas taxas reflete as oscilações dos juros futuros e o impacto das mudanças nas condições econômicas. Por sua vez, a Caixa Econômica Federal, que domina o mercado de financiamentos, não divulgou alterações em suas taxas.
A advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário, observa que, apesar da redução da Selic, os bancos estão ajustando suas taxas para se proteger da alta nos juros futuros, o que pode comprometer o poder de compra das famílias.
Akamine aconselha que os consumidores comparem as ofertas de financiamento entre os bancos antes de decidir, considerando não apenas a taxa de juros, mas também o Custo Efetivo Total (CET), que inclui todos os encargos. Ela destaca a importância de escolher adequadamente a correção do contrato e o sistema de amortização.
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