Sondagem da CNI revela que 40% dos empresários enfrentam problemas ligados às taxas de juros no setor.

Cerca de 40% dos empresários do setor da construção civil identificaram as taxas de juros elevadas como o principal entrave enfrentado no terceiro trimestre de 2026, segundo a Sondagem Indústria da Construção, divulgada hoje pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
O percentual representa um aumento de 3,8 pontos porcentuais em comparação ao segundo trimestre, configurando-se como o segundo maior índice desde o início da pesquisa em 2015. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destacou que as taxas de juros têm se mantido como a principal preocupação do setor, mesmo diante das sucessivas reduções da taxa Selic pelo Banco Central.
✨ Por outro lado, a alta carga tributária é vista como a segunda maior preocupação, citada por 31% dos empresários, ainda que tenha diminuído em relação ao trimestre anterior.
A falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada também teve um leve aumento, subindo para 29% das respostas. Apesar disso, o índice que mediu as condições financeiras da indústria da construção se manteve negativo, com uma queda no acesso ao crédito de 1,4 ponto, atingindo 37,9 pontos.
O índice de satisfação com o lucro operacional caiu para 40,7 pontos, sendo essa a pior marca desde 2021, enquanto o índice de satisfação com a situação financeira permaneceu em 45,2 pontos. Mesmo assim, o indicador que mede a evolução dos preços de insumos diminuiu ligeiramente, refletindo uma percepção ainda elevada de encarecimento.
Embora a intenção de investimento do setor tenha subido, ela ainda é considerada a mais baixa desde 2020. As expectativas para a atividade nos próximos meses melhoraram, mas ainda permanecem abaixo da média histórica.
Nesta edição da Sondagem, a CNI consultou 305 empresas entre 1º e 13 de outubro, pouco antes do resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
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