Relatório do Inesc mostra aumento de 4,44% nos subsídios em comparação a 2024, com foco em combustíveis fósseis.

O Brasil destinou R$ 77,16 bilhões em subsídios federais ao setor de energia em 2025, conforme revelado pela 9ª edição do Monitoramento dos Subsídios Federais às Fontes de Energia no Brasil, do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
Dos recursos alocados, R$ 54,12 bilhões, representando 70,14%, foram aplicados em combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão vegetal, enquanto as fontes renováveis receberam R$ 23,04 bilhões. Quando comparados a 2024, os subsídios ao setor de energia, que totalizaram R$ 73,88 bilhões, tiveram um aumento de 4,44% em 2025.
✨ Apesar do aumento geral, os subsídios destinados aos combustíveis fósseis caíram 1,27% em relação aos R$ 54,82 bilhões do ano anterior. Já os incentivos para energias renováveis subiram 20,89%, quando comparados ao montante de R$ 19,06 bilhões de 2024.
Para cada R$ 1 aplicado em energias renováveis em 2025, foram direcionados R$ 2,35 para combustíveis fósseis, o que evidencia a dependência do país em relação a essas fontes. A geração distribuída teve um papel importante na expansão dos incentivos às energias renováveis, com R$ 14,71 bilhões, que correspondem a 63,9% do total destinado ao setor.
Entre os subsídios para combustíveis fósseis, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) arrecadou R$ 14,11 bilhões em 2025, um aumento de 26,62% em relação ao ano anterior. Essa conta é responsável por financiar a geração de eletricidade em locais isolados que utilizam termelétricas movidas a óleo diesel.
A assessora política do Inesc, Alessandra Cardoso, destacou a persistente dependência dos combustíveis fósseis. Por outro lado, Cássio Cardoso Carvalho, também do instituto, defendeu uma reforma nos subsídios para facilitar a transição energética.
O Ministério da Fazenda, em um comunicado, mencionou que o estudo já indica uma redução nos subsídios aos combustíveis fósseis, além de um crescimento nos recursos destinados a fontes renováveis. Entre as iniciativas citadas estão a Lei dos Combustíveis do Futuro, o Plano de Transformação Ecológica, EcoInvest Brasil, que deverá mobilizar mais de R$ 190 bilhões, e o Fundo Clima, que prevê R$ 27,5 bilhões para 2026.
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