Brasil seguro em qualidade de mel após exclusão pela UE
Abemel critica decisão e defende padrões do produto brasileiro

O Brasil é seguro quanto à qualidade de seu mel, mesmo após ser excluído pela União Europeia da lista de países aptos a exportar o produto para o bloco. A associação do setor argumenta que tal decisão não tem suporte técnico e reflete questões políticas.
Em um comunicado publicado na terça-feira (12), a UE informou que suspenderá os embarques, a partir de 3 de setembro. Renato Azevedo, presidente da Abemel, afirmou que é crucial entender a motivação dessa ação, a qual acredita estar relacionada a pressões de agricultores europeus contra um acordo de livre comércio entre as regiões.
✨ Azevedo garante que a questão sanitária não justifica o impedimento das exportações, uma vez que o mel brasileiro atende a padrões internacionais de qualidade.
A associação também confirmou que o Ministério da Agricultura do Brasil está em comunicação com a União Europeia por meio de um gabinete de crise, visando resolver a situação. Azevedo ressaltou que as certificações orgânicas do mel brasileiro garantem seu status de segurança alimentar, o que não deve ser uma preocupação.
Embora as exportações para a UE sejam importantes, os EUA permanecem como o principal mercado para o mel brasileiro, absorvendo 85% das exportações totais do país. Neste cenário, a expansão para novos mercados é uma prioridade, especialmente após as dificuldades enfrentadas com a tarifa de 50% imposta por Trump, que excluiu o mel de alívios tarifários relevantes.
Contexto
O Brasil é conhecido por ser o maior fornecedor mundial de mel orgânico, competindo intensamente com nações como a Índia no mercado global. Diversificar os destinos para as exportações é fundamental para a sustentabilidade do setor.
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