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economia
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Brasil sofre com aumento de tarifas de importação dos EUA

Análise aponta que o país enfrenta os maiores impactos na nova política tarifária.

Gabriel Rodrigues24 de julho de 2026 às 12:00
Brasil sofre com aumento de tarifas de importação dos EUA

O Brasil é o país mais afetado pela recente alteração nas tarifas de importação dos Estados Unidos, conforme análise do Global Trade Alert. A tarifa efetiva sobre os produtos brasileiros saltou de 11% para 17,7%, o que representa o aumento mais acentuado entre os principais parceiros comerciais dos EUA.

Essa mudança surge após a Suprema Corte dos EUA declarar ilegais as tarifas amplas implementadas por Donald Trump em abril de 2025. Com isso, a nova estrutura tarifária favoreceu países europeus, como França, Reino Unido e Alemanha, que agora gozam de tarifas reduzidas.

Mudança na política tarifária

Para ajustar sua política de tarifas, o governo americano substituiu a taxa geral por alíquotas específicas para cada nação, o que, segundo especialistas, torna mais difícil a reversão em massa dessas políticas por decisões judiciais.

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Se um país conseguir reverter a medida nos tribunais, a decisão tende a valer apenas para ele

George Riddell, diretor da consultoria Goyder.

Ainda assim, a tarifa média aplicada pelos EUA sobre produtos importados permanece estável em 10,8%.

Impacto na Europa e na Ásia

Enquanto o Brasil e outras nações da América Latina e Ásia, como China e Vietnã, enfrentam aumento nas tarifas, a Europa se beneficia com reduções que variam entre 1 e 1,5 ponto percentual, devido a exceções aplicadas a certos produtos.

  • 1França, Reino Unido, Alemanha e Espanha têm tarifas reduzidas.
  • 2Alguns produtos europeus se beneficiam de isenções de tarifas.
  • 3Cerca de 0,5 a 1 ponto percentual de aumento nas tarifas para países da Ásia e América Latina.

Apesar do alívio para a Europa, o bloco permanece em alerta para novas investigações comerciais dos EUA, que poderiam levar a tarifas adicionais sobre produtos europeus. A Comissão Europeia planeja uma resposta em caso de imposições adicionais, que poderia incluir retaliações sobre aproximadamente € 93 bilhões em exportações americanas.

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