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economia
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Café no Brasil: queda nos preços e aumento das specialidades

Café tradicional apresenta índice de queda, enquanto variedades especiais sobem.

Carlos Silva21 de maio de 2026 às 15:40
Café no Brasil: queda nos preços e aumento das specialidades

Os preços do café tradicional no Brasil tiveram uma queda significativa de 15,51% em relação ao ano anterior, com o quilo custando R$ 55,34 em abril de 2026. Essa tendência de desinflação ocorre após dois anos de aumentos acentuados devido à limitação de oferta e aos preços elevados nas bolsas internacionais.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a recuperação das safra a partir do final de 2025 resultou em uma maior disponibilidade de grãos, o que ajudou a reduzir os preços e a aliviar o custo para os consumidores, especialmente após um período de altas entre novembro de 2024 e abril de 2025.

Apesar da queda, os preços do café ainda não retornaram aos níveis registrados antes de 2020, quando houve uma safra recorde.

Variações de preço entre categorias

Das oito categorias de café monitoradas pela ABIC, três apresentaram aumento. O café especial subiu 16,9%, enquanto o descafeinado teve um avanço de 21%, e o café solúvel registrou ligeira alta de 0,55%. Essas categorias, especialmente os cafés arábicas com alta pontuação, são mais valorizadas no mercado.

Entre 2024 e 2025, os preços do café tiveram uma alta acumulada de 77,78%. Somente em 2025, a valorização foi de 66% para os consumidores, e mesmo no início de 2026, a alta ainda era superior a 30%.

Tendências de consumo e mercado

Pavel Cardoso, presidente da ABIC, apontou que a escalada de preços começou a ser notada no varejo no final de 2024, com um descenso de 5,31% no consumo durante o primeiro quadrimestre de 2025. Contudo, em 2026, esse consumo cresceu 2,44%, indicando uma possível recuperação, dependendo da safra.

Cardoso também ressaltou que a industrialização do café enfrenta desafios com a volatilidade dos preços no mercado internacional, dificultando a reconstrução dos estoques necessários. Contudo, se as previsões de uma safra abundante se confirmarem, 2026 poderia se tornar um ano excepcional para a produção de café no Brasil.

Contexto do mercado

A redução da volatilidade nos preços pode trazer novas quedas até o fim do ano, mas tudo depende das condições climáticas e do tamanho da safra, que pode ser afetada pelo fenômeno El Niño.

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