Câmara aprova projeto que limita o Imposto sobre Operações Financeiras
Mudanças nas alíquotas do IOF buscam aumentar previsibilidade tributária

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou, neste domingo (8), o Projeto de Lei 3371/25, que propõe alterações nos limites legais do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), visando aumentar a previsibilidade tributária.
A nova proposta redefine as alíquotas cobradas em operações financeiras, estabelecendo limites mais rígidos para os aumentos anuais realizados por decreto pelo Poder Executivo. Atualmente, a legislação permite tetos que chegam a 25% em operações de câmbio, o que pode ser alterado instantaneamente.
✨ O IOF no crédito terá um teto diário de 0,0041%, com um adicional máximo de 0,38% sobre o valor liberado.
De acordo com a nova legislação, a alíquota máxima para operações de câmbio será de 0,38%, com exceções que permitam até 6% para empréstimos externos com prazo mínimo de 180 dias e até 1,10% para compra de moeda em espécie e transferência de recursos ao exterior.
Outras alíquotas estabelecidas pelo projeto incluem 7,38% para seguros, 1% ao dia para títulos e valores mobiliários e 10% para operações com derivativos. Os limites anuais de aumento das alíquotas vigentes a partir de 1º de janeiro foram definidos em 10% para câmbio, 7% para crédito e 2,5% para seguros, títulos e ouro como ativo financeiro.
Contexto
Este projeto é relevante para o setor agropecuário, pois impacta operações de crédito e câmbio essenciais para financiamento, importação de insumos e ações exportadoras, embora não forneça estimativas de impacto direto sobre os produtores rurais.
O relator da proposta, deputado Mauricio Marcon (PL-RS), ressaltou que as novas diretrizes visam proporcionar uma maior previsibilidade nas tributações que afetam o agronegócio. A tramitação do projeto envolverá análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça da Câmara antes de seguir para o Senado.
Momentaneamente, é difícil mensurar o impacto definitivo que as alterações poderão ter sobre o crédito rural e o comércio exterior do agronegócio, visto que o projeto ainda poderá sofrer alterações nas próximas etapas de tramitação.
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