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economia
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Caminhoneiros paralisam porto de Quequén e geram prejuízos milionários

Protestos bloqueiam carregamento de grãos e impactam a economia local

Tiago Abech22 de abril de 2026 às 09:45
Caminhoneiros paralisam porto de Quequén e geram prejuízos milionários

Caminhoneiros na cidade de Quequén, na província de Buenos Aires, bloquearam o carregamento de 347,6 mil toneladas de grãos, resultando em perdas significativas de cerca de US$ 280 milhões.

A informação foi divulgada por Gustavo Idígoras, presidente da Câmara Argentina da Indústria de Óleos e do Centro de Exportadores de Cereais (Ciara-CEC), em entrevista ao jornal La Nacion.

Os motoristas estão acampados em uma estrada de acesso ao porto, impedindo a entrada de caminhões de grãos enquanto demandam aumentos nas tarifas com as empresas de armazenamento e produtores agrícolas.

Até o momento, 126 mil toneladas de sementes de girassol, 118,6 mil toneladas de milho, 78 mil toneladas de trigo e 25 mil toneladas de cevada estão sem embarque.

Idígoras alertou que transportadores marítimos estão considerando redirecionar as cargas para o porto de Bahia Blanca ou mesmo para portos no Brasil, dada a situação atual.

Os caminhoneiros alegam que os custos de transporte aumentaram muito mais rapidamente que suas receitas, com os preços do diesel subindo mais de 30% este ano. Por isso, exigem um aumento nas tarifas de frete entre 25% e 30%, cifras que superam as propostas feitas nas mesas de negociação.

Contexto Econômico

Os bloqueios no porto de Quequén refletem dificuldades enfrentadas pelo setor de transporte em razão da inflação e aumento nos preços dos combustíveis, afetando significativamente a cadeia de suprimentos.

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