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Cenário econômico é influenciado por juros e acordos internacionais

Expectativas mistas marcam o mercado nacional e internacional

Ricardo Alves22 de junho de 2026 às 18:44
Cenário econômico é influenciado por juros e acordos internacionais

A conjuntura econômica global exibe um misto de esperanças e prudência, especialmente em relação às taxas de juros, às flutuações cambiais e ao desempenho da economia brasileira. De acordo com o Rabobank, a recente concordância entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz diminui os prêmios de risco associados, no entanto, as questões de segurança continuam a ser um fator que pode retardar a regularização do fluxo energético.

Taxas de Juros e Perspectivas do Copom

Nos Estados Unidos, a decisão do comitê de política monetária foi de manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%. O conselho não apresentou diretrizes futuras e adotou uma postura mais rigorosa em meio a incertezas econômicas. Apesar das previsões que sugerem possíveis aumentos das taxas, a consultoria prevê que as taxas permaneçam inalteradas até o final de 2026.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, reduzindo-a para 14,25%. O Copom agora condiciona suas próximas ações aos dados econômicos, acreditando que essa trajetória ajudará a trazer a inflação para um nível abaixo da meta até o primeiro trimestre de 2028. Espera-se um novo corte de 0,25 ponto em julho, com projeções de Selic em 13,25% no final de 2026 e 11,25% em 2027.

Desempenho da Atividade e Vendas no Varejo

A economia brasileira mostrou uma leve aceleração em abril, com um crescimento de 0,51% no IBC-Br em comparação ao mês anterior. Contudo, as perspectivas para 2026 continuam a indicar um cenário frágil. No setor varejista, as vendas registraram uma queda de 1,5%, interrompendo uma fase de crescimento, enquanto o varejo ampliado sofreu uma diminuição de 0,7%.

O dólar fechou a semana anterior cotado a R$ 5,1509, apresentando desvalorização de 1,81% do real.

As projeções indicam que a moeda americana deve alcançar R$ 5,35 ao final do ano, influenciada pelo menor diferencial de juros, a possibilidade de recuperação global do dólar e a situação fiscal interna em um ano eleitoral.

Próximos Passos

A agenda econômica inclui a divulgação da ata do Copom, o relatório de política monetária, o IPC-15 de junho e os dados de conta-corrente.

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