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Cenário econômico revela sinais mistos no Brasil e EUA

Inflação no Brasil desacelera, enquanto economia americana enfrenta desafios.

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 14:45
Cenário econômico revela sinais mistos no Brasil e EUA

O cenário econômico atual é caracterizado por uma combinação de fatores diversos tanto globalmente quanto localmente. No Brasil, a inflação apresenta uma tendência de moderada desaceleração, enquanto nos Estados Unidos, a atividade econômica se mostra mais frágil, especialmente em um contexto de decisões monetárias cruciais.

De acordo com o Rabobank, o conflito entre Estados Unidos e Irã continua a ser monitorado, embora não tenha mostrado sinais de escalada notável. O mercado está ansioso por avanços concretos nas negociações, mas opera em um ambiente de alta incerteza.

Análise da política monetária

Nos EUA, o Federal Reserve decidiu manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75%, apesar de que três dos membros votaram a favor de um aumento. A entidade financeira prevê que a taxa permaneça estável ao longo de 2026. Em termos de crescimento, a economia dos EUA avançou 1,5% no segundo trimestre, cifra que ficou abaixo da expectativa de 2,0%.

O petróleo Brent mostra volatilidade, próximo da marca de US$ 90, enquanto a taxa do dólar se posiciona em R$ 5,0587, com valorização do real de 0,48%.

Expectativas para o dólar

Há projeções que indicam uma possível alta do dólar, alcançando R$ 5,35 até o final do ano, influenciada por fatores como o diferencial de juros e a recuperação econômica global.

Desempenho econômico no Brasil

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,06% em julho, muito abaixo da expectativa de 0,22%, com uma queda significativa nos preços de alimentos. Isso ajudou a mitigar as pressões provenientes de energia elétrica e serviços.

Além disso, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) apresentou uma queda de 1,16% no mês, sinalizando uma diminuição na pressão sobre os preços ao produtor.

Em termos de contas públicas, o Brasil registrou um déficit primário de R$ 48,2 bilhões em junho, apesar do aumento na arrecadação, com despesas discricionárias pressionando o resultado fiscal.

A taxa de desemprego no país caiu para 5,4%, uma redução em relação aos 5,6% de maio, com a criação de 145,2 mil novas vagas formais.

Nos próximos dias, o mercado estará atento às decisões do Copom e à divulgação de dados sobre produção industrial, balança comercial, atividades econômicas e inflação na região.

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