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economia
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Cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em maio

Aumento acentuado nos preços impacta o bolso do consumidor

João Pereira11 de junho de 2026 às 11:35
Cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em maio

O valor da cesta básica registrou aumento nas 27 capitais do Brasil em maio de 2026, conforme informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos altos preços de produtos essenciais como batata, tomate, carne e feijão.

Capitais com os maiores aumentos

Entre abril e maio, Recife teve a maior elevação mensal, com um aumento de 8,05%. Outras capitais que também se destacaram foram Florianópolis, com 7,81%; Fortaleza, com 7,48%; e Porto Alegre, com 7,24%.

São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, totalizando R$ 952,20 após um crescimento de 5,08% no mês.

Na sequência, Cuiabá apresentou um custo de R$ 925,49, o Rio de Janeiro custou R$ 914,48 e Florianópolis ficou com R$ 913,43. Já nas regiões Norte e Nordeste, que têm uma composição diferente, São Luís e Aracaju foram as capitais com os menores valores, custando R$ 651,15 e R$ 652,73, respectivamente.

Aumento anual e impacto no salário

Em comparação com maio de 2025, a maioria das capitais apresentaram altas nos preços, com variações que foram de 0,79% em Boa Vista até 14,29% em Recife. A única queda reportada foi em São Luís, que viu uma diminuição de 2,52%.

No acumulado de 2026, todas as capitais observam um crescimento expressivo, com São Luís registrando 3,45% e Recife, 21,94%. O aumento nos preços também conduziu a uma maior necessidade de trabalho para adquirir os itens básicos, com um tempo médio de 105 horas e 50 minutos em maio, comparado a 100 horas e 52 minutos em abril.

O custo médio da cesta básica representou 52,01% do salário mínimo líquido.

A partir da cesta com maior custo, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em maio deveria ser de R$ 7.999,44, equivalente a 4,93 vezes o salário mínimo atual de R$ 1.621,00.

Contexto

Os dados disponíveis não especificam volumes de oferta, regiões de origem dos alimentos ou impactos diretos sobre produtores e a cadeia agropecuária em geral.

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