China desafia Europa com aumento de exportações, diz Goldman Sachs
Estudo destaca competição crescente e impacto no crescimento europeu

A Goldman Sachs apontou que a crescente competição das exportações chinesas representa um desafio maior para a União Europeia do que o déficit comercial com a China. Esse estudo foi divulgado em um relatório nesta quinta-feira (2).
Os fabricantes da China, diante de um cenário de demanda interna fraca e capacidade produtiva excessiva, estão se voltando cada vez mais para mercados fora de suas fronteiras, o que vem aumentando a concorrência em regiões como Ásia-Pacífico, América Latina e Europa Oriental.
✨ As exportações chinesas para a UE subiram em torno de 16% nos primeiros cinco meses do ano, enquanto as exportações da UE para a China cresceram menos de 10%.
Um dos setores mais afetados por essa competição são os produtos manufaturados, notadamente os equipamentos de transporte e o maquinário industrial, áreas onde a China possui uma clara vantagem em custos.
Cenário do Comércio
A participação europeia no mercado global de exportações de bens de capital caiu de 54% em 2005 para apenas 43% atualmente, enquanto a China aumentou sua fatia de 7% para 24%.
Recentemente, os líderes da União Europeia discutiram novas medidas para lidar com o déficit comercial, e a Goldman Sachs acredita que o bloco pode adotar uma postura mais firme em relação à China, embora a aplicação de tarifas generalizadas, similar à dos EUA, continue sendo considerada improvável.
As medidas políticas previstas pela UE devem se concentrar nos setores com evidências mais robustas de desvio comercial e impactos negativos, como aço, maquinário e produtos químicos básicos.
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