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economia
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EUA propõem tarifas de 25% sobre importações brasileiras

Surge recomendação do USTR após investigação comercial

Camila Souza Ramos02 de junho de 2026 às 06:20
EUA propõem tarifas de 25% sobre importações brasileiras

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a imposição de uma tarifa de 25% sobre a importação de diversos produtos brasileiros, excluindo itens considerados estratégicos, como a carne bovina. Essa proposta, que cabe ao presidente Donald Trump para decisão, surge após uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil.

Exceções e justificação

Entre os itens que escapariam do novo imposto estão carnes, frutas tropicais, café, minerais, cereais, castanha-do-pará e castanha de caju. Aeronaves e suas peças também estão isentas, junto a terras raras e fertilizantes. A USTR justificou essas escolhas destacando a importância de tais produtos para a economia americana e a dificuldade em obter certos itens em quantidade suficiente nos EUA.

O USTR acusa o Brasil de práticas comerciais "irrazoáveis" em setores como comércio digital e propriedade intelectual.

As razões por trás da proposta incluem alegações de que o Brasil mantém tarifas desleais e falhas na luta contra a pirataria e corrupção, bem como dificuldades na análise de patentes, especialmente no setor farmacêutico.

Diálogo entre países

Jamieson Greer, embaixador do USTR, afirmou que ele e o presidente Donald Trump se reuniram várias vezes com o presidente Lula e membros do governo brasileiro. Apesar das discussões produtivas, Greer ressaltou que ainda existem divergências significativas a serem resolvidas. Ele expressou a expectativa de continuar o diálogo até o prazo legal de 15 de julho de 2026 para possíveis ações corretivas.

Consultas Públicas

O USTR anunciou a abertura de um período de consultas públicas sobre a questão. Interessados têm até 22 de junho para manifestar interesse em participar de uma audiência pública, e os comentários por escrito poderão ser enviados até 1º de julho.

A audiência acontecerá antes do dia 6 de julho, com um prazo final de 15 de julho para a imposição de quaisquer 'medidas corretivas' em resposta às práticas do Brasil.

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