China diversifica fornecimento agrícola e reduz compras dos EUA
Pequim busca alternativas mais baratas e pode impactar mercado global

A China tem ampliado sua busca por alternativas agrícolas mais acessíveis, reduzindo sua dependência de produtos agrícolas americanos, especialmente soja. A expectativa é que um acordo durante a cúpula entre os líderes da China e EUA não represente um aumento significativo nas compras, apesar de negociações em andamento.
Aperitivos de cúpula entre EUA e China
A cúpula, marcada para os dias 14 e 15 de maio, pode trazer novidades sobre a compra de grãos e carne pela China, mas analistas preveem que os fatores limitantes incluem a resistência de Pequim a adquirir soja em quantidades notáveis além do acordado em outubro passado. Os EUA, através da Casa Branca, buscam compromissos mais robustos, reconhecendo que a demanda por soja representa uma necessidade para ambas as partes.
"Eles sabem que é algo que precisam. Eles sabem que é algo que queremos vender. Portanto, se será durante a viagem ou logo depois, é o que veremos
✨ China reduziu suas compras de soja dos EUA de 41% em 2016 para apenas 15% no ano passado.
Contexto das compras chinesas
A China adquiriu cerca de US$ 4,5 bilhões em milho, sorgo e trigo dos EUA em 2024, contrastando com os US$ 12 bilhões em soja. Isso destaca a preferência por produtos alternativos devido a preços mais competitivos.
Redução significativa na dependência da soja americana
Desde o primeiro mandato de Donald Trump, a China diminuiu a participação de soja americana em suas compras, passando de 41% em 2016 para apenas 20% em 2024. Este ano, a expectativa é que os compromissos anteriores de compra de soja sejam contestados, com incertezas sobre a legitimidade e a aplicabilidade dessas metas.
"A China nunca confirmou oficialmente os detalhes do acordo. Também não está claro se as metas se aplicam aos anos-calendário ou aos anos-safra
Com a expectativa de que um novo aumento nas compras de soja chinesas eleve os preços em Chicago, a indústria agrícola americana aposta em um retorno a níveis típicos de exportação durante o encontro entre Trump e Xi. As incertezas persistem, tornando o cenário para o setor agrícola um tanto volátil.
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