Acordo prevê discussões sobre tarifas, agricultura, carvão e inteligência artificial.

A China afirmou nesta segunda-feira que a extensão por dois meses da trégua comercial com os Estados Unidos dará espaço para que os dois lados avaliem a implementação do acordo firmado para resolver questões econômicas e comerciais.
Confirmando a extensão até 10 de janeiro de 2027, o Ministério do Comércio da China destacou que essa medida proporciona um ‘ambiente de política relativamente estável e previsível’ para a cooperação entre empresas e a continuidade das negociações.
Esse fator foi um dos principais resultados da segunda cúpula deste ano entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente dos EUA, Donald Trump, realizada em Washington na semana passada.
✨ As discussões inicializadas pelo conselho comercial entre os dois países contemplam a redução recíproca de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos para estabilizar as relações econômicas.
Os diálogos regulares abordarão barreiras de investimento e o aumento da transparência nas políticas comerciais. No setor agrícola, um grupo de trabalho será criado para discutir o acesso recíproco aos mercados.
Além disso, a China se comprometeu a importar carvão dos EUA nos anos de 2027 e 2028, o que fortalecerá tanto o mercado interno chinês quanto a indústria de carvão americana.
Na área de inteligência artificial, os dois lados estabelecerão um canal de comunicação e uma nova rodada de diálogos até novembro. Também está prevista a análise de instituições financeiras estrangeiras para operar na China, além de discussões sobre o aumento do número de voos entre os dois países.
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Jornalista especializado em Economia

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