China pode afetar US$ 6,5 trilhões em produção industrial global
Relatório da IEA destaca riscos e oportunidades para o Brasil

Um estudo da Agência Internacional de Energia (IEA) revela que as restrições implementadas pela China nas exportações de terras raras podem comprometer US$ 6,5 trilhões anuais na produção industrial fora de seu território, afetando diversos setores fundamentais da economia.
Os impactos se estendem à indústria automotiva, eletrônicos, defesa e geração de energia, abrangendo todas as cadeias produtivas que utilizam esses minerais críticos. A análise faz parte do Global Critical Minerals Outlook 2026, divulgado recentemente.
✨ As minas na China fornecem 60% das terras raras, sendo a maior parte concentrada no refino, onde a participação atinge 85%.
O cenário de riscos globais
Desde 2025, investimentos e preocupações começaram a se concretizar com as medidas de controle imposta pela China sobre a exportação de sete elementos de terras raras pesadas. Como resultado, empresas estrangeiras enfrentaram desafios, com algumas até reduzindo sua produção.
Em 2026, mais restrições foram anunciadas, impactando não apenas as matérias-primas, mas também produtos acabados que contêm terras raras. A IEA aposta que a exposição desses mercados à dependência chinesa continua a ser um risco considerável.
O papel do Brasil
O Brasil é considerado uma das nações com potencial para ampliar sua capacidade de mineração de terras raras. Especialmente no cenário otimista da IEA, espera-se que a produção fora da China quase triplique até 2035, com o Brasil se destacando no desenvolvimento de tecnologias que extraem essas matérias-primas.
"O país está na vanguarda do desenvolvimento de projetos em depósitos de argilas de adsorção iônica, o que pode transformar a dinâmica do mercado a favor de uma extração mais sustentável e eficiente
✨ Embora a China ainda domine o processamento, outros países podem conquistar espaço na mineração.
Contexto
As terras raras são minerais essenciais na produção de diversos produtos, incluindo veículos elétricos, turbinas eólicas e componentes eletrônicos, sendo críticas para a transição energética e inovação tecnológica.
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