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economia
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Confiança do consumidor brasileiro despenca e atinge 11 meses

Queda no Índice de Confiança do Consumidor revela pessimismo generalizado

Mariana Souza30 de abril de 2026 às 16:00
Confiança do consumidor brasileiro despenca e atinge 11 meses

A confiança do consumidor no Brasil sofreu uma queda acentuada em abril, conforme dados da Ipsos. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou de 52,2 para 49,2 pontos, marcando a menor pontuação em quase um ano.

O resultado rompeu a linha de neutralidade e reflete um pessimismo abrangente entre os brasileiros.

Os dados revelam uma deterioração em todos os aspectos do índice, incluindo a visão sobre a situação financeira, emprego e tendências de consumo. A Ipsos identificou esse fenômeno como uma 'fadiga do otimismo' entre a população.

Rafael Lindemeyer, especialista da Ipsos, assinalou que essa tendência negativa na confiança brasileira alinha-se com uma queda global nos indicadores, com países como EUA e Reino Unido também enfrentando perdas significativas.

O chamado 'termômetro do presente', que analisa a percepção econômica atual, caiu de 44,1 para 39,4 pontos, indicando um sentimento de preocupação crescente.

Variáveis ligadas a consumos e investimentos mostraram uma redução no índice, que passou de 50 para 45,4 pontos, refletindo um cenário grupal de incerteza sobre o futuro econômico.

Panorama da Confiança do Consumidor

A pesquisa revelou que apenas 32% dos brasileiros acreditam que o país está no caminho certo, uma queda significativa em relação a 41% em dezembro de 2025.

Mesmo que a percepção sobre a situação econômica se mantenha relativamente estável, com 31,5% considerando-a 'boa', a tendência geral mostra um declínio. O índice caiu de 42,7% em janeiro para seu patamar atual.

Além disso, somente 31% dos brasileiros avaliam a economia local como 'forte', e menos da metade, 48,2%, preveem uma melhora nos próximos seis meses, evidenciando um ajuste nas expectativas.

"

O movimento sugere que o consumidor parou de projetar uma melhora automática no curto prazo, especialmente diante da persistência de juros altos e inflação de itens essenciais, como alimentos e energia.

Rafael Lindemeyer

O estudo também indica que as gerações mais extremas, a Geração Z e os Baby Boomers, foram os mais impactados pelo pessimismo econômico. Quanto à situação financeira pessoal, apenas 27,9% consideraram sua condição atual como boa.

Por outro lado, 68,2% dos entrevistados mantêm alguma esperança de que suas condições financeiras melhorem nos próximos meses.

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