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economia
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Contratos futuros de petróleo sobem em meio a tensões no Oriente Médio

Aumentos nos preços refletem preocupações com a segurança do fornecimento

Gabriel Rodrigues21 de julho de 2026 às 16:20
Contratos futuros de petróleo sobem em meio a tensões no Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (21), impulsionados por tensões crescentes no Oriente Médio e ameaças ao tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb. Esse cenário elevou os prêmios de risco da commodity, resultando na valorização tanto do WTI quanto do Brent durante o pregão.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro terminou o dia com um aumento de 2,25%, ou US$ 1,86, alcançando o preço de US$ 84,34 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres, o Brent para o mesmo mês subiu 2,00%, equivalente a US$ 1,79, fechando a US$ 91,01 por barril.

Grupo Houthi ameaça interromper o fluxo de navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb.

O mercado reagiu a declarações do grupo iemenita Houthi, que informou em um comunicado a empresas de navegação que embarcações não devem operar em portos sauditas sob pena de serem alvos de ações em qualquer local. Na segunda-feira (20), os Houthis já haviam anunciado um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, destacou que a escalada das hostilidades que afetam o Estreito de Ormuz e as instalações energéticas do Golfo intensificam as preocupações sobre a segurança do abastecimento energético mundial. As ameaças no Estreito de Bab-el-Mandeb complicam ainda mais esse cenário.

O Goldman Sachs alertou que os preços do petróleo podem voltar ao patamar de US$ 120 por barril. Apesar de sinais de mediação no conflito, a dinâmica do mercado se manteve tensa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã manifestou interesse em negociar, porém os EUA não buscam diálogo até que o país esteja 'pronto'.

Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote, mencionou que a possibilidade de um cessar-fogo temporário gerou um leve recuo nos preços, mas os riscos para o petróleo continuam com viés de alta.

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