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economia
3 min de leitura

Copa do Mundo de 2026 promete injeção de R$ 4,32 bi no varejo brasileiro

Efeito econômico do torneio será sentido em diversos setores

Tiago Abech08 de junho de 2026 às 16:45
Copa do Mundo de 2026 promete injeção de R$ 4,32 bi no varejo brasileiro

No próximo sábado, dia 13, a seleção brasileira irá a campo para sua estreia na Copa do Mundo, evento que não só mobiliza torcedores, mas também impulsiona o comércio no Brasil. Estima-se que o torneio possa gerar uma receita adicional de R$ 4,32 bilhões apenas no varejo, conforme uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

Este valor representa um aumento de 6,5% quando comparado ao que foi arrecadado no Mundial do Catar em 2022, evidenciando a relevância contínua do torneio como uma força propulsora para a economia nacional, mesmo em um território distante.

Copa transforma hábitos de consumo

Os segmentos de alimentos e bebidas devem ser os mais contemplados com esse aumento de faturamento. A CNC projeta que supermercados, hipermercados e atacarejos terão um papel central na dinâmica de venda durante a Copa, especialmente em produtos como cervejas, refrigerantes, snacks e carnes, lembrando o clima consumista típico das festividades de final de ano.

Uma pesquisa da consultoria Negócios SC revelou que 71% dos brasileiros planejam aumentar seus gastos durante o torneio.

Além disso, a Copa deve impactar o comportamento de 76% da população, alterar hábitos de compra e fazer com que muitos reajustem seus orçamentos familiares. Em um levantamento assinado pela Data-Makers, 72% dos entrevistados afirmaram que comprarão petiscos para desfrutar durante os jogos, demonstrando como a temporada futebolística ressignifica a experiência de torcer.

Bares e restaurantes em alta

A previsão é de que 76% dos consumidores busquem assistir aos jogos em espaços sociais como bares e restaurantes, o que deve aumentar a movimentação econômica nesses locais. Estabelecimentos gastronômicos estão se preparando para essa alta temporada, reforçando seus estoques e oferecendo promoções especiais durante os dias de jogo.

Definitivamente, a Copa do Mundo representa uma oportunidade de ouro não apenas para o varejo direto, mas também para o segmento de eletroeletrônicos, especialmente televisores, que têm visto a demanda crescer. Durante o evento de 2022, as vendas extras de aparelhos relacionados totalizaram em R$ 544,5 milhões, e agora a expectativa é que esse número se amplie com o aumento da competição.

Cerca de 70% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos, intensificando a procura por TVs maiores e tecnologia de ponta.

O fenômeno da Copa, portanto, se torna uma alavanca não apenas de vendas, mas também de aproximação entre consumidores e marcas. Estudos indicam que 56% dos fãs preferem apoiar marcas associadas ao torneio, o que representa uma excelente oportunidade para os anunciantes.

Globalmente, a Copa de 2026 deverá injetar US$ 41 bilhões na economia e gerar em torno de 800 mil empregos. Enquanto isso, as receitas da FIFA devem atingir entre US$ 10 a 11 bilhões, um valor superior ao Mundial anterior.

Ainda que a Copa não transforme a estrutura econômica do Brasil, ela gera um impacto momentâneo significativo, redistribuindo renda e energizando diversos setores da economia. O desafio para as empresas é converter essa onda de consumo em relacionamentos duradouros, enquanto os torcedores aguardarão ansiosamente por resultados de sua seleção.

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