Voltar
economia
2 min de leitura

Copom analisa impacto da guerra no Oriente Médio na inflação

Expectativas inflacionárias crescem e Selic é ajustada.

Gabriel Rodrigues05 de maio de 2026 às 09:05
Copom analisa impacto da guerra no Oriente Médio na inflação

Em reunião realizada nesta terça-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) discutiu os recentes efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação, indicando um cenário volátil que pode afetar as decisões futuras do colegiado.

Os membros do comitê observaram que os dados recentes de inflação, tanto do consumidor quanto do produtor, ultrapassaram as expectativas iniciais, refletindo os impactos dos conflitos geopolíticos na região.

A inflação projetada para 2026 é de 4,6%, superando a meta de 3% estabelecida pelo Banco Central.

De acordo com a ata divulgada, o Copom acredita que o ambiente atual de expectativas desancoradas exige uma postura de restrição monetária mais rigorosa e prolongada, em comparação com períodos anteriores.

Apesar das preocupações com a inflação, o comitê decidiu continuar o processo de redução da Selic, que foi ajustada para 14,5%, com um corte de 0,25 pontos percentuais, em busca de convergir a inflação para a meta estabelecida.

Além dos fatores externos, o Copom também está atendo ao cenário doméstico, que inclui um esfriamento nas reformas financeiras e incertezas em relação à dívida pública, ambos fatores que podem impactar a taxa de juros neutra da economia.

Contexto

A taxa de juros neutra é uma referência para demais instituições financeiras ao definir os valores de empréstimos.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de economia