Inflação e novas tendências elevam custos dos condomínios.

No Brasil, a realidade de 40 milhões de moradores em condomínios é marcada pelo aumento das taxas condominiais. Atualmente, essa cobrança média alcança R$ 516, representando a chamada 'taxa extra' que muitos consideram como um segundo aluguel.
Segundo o Censo Condominial 2025/2026 da plataforma uCondo, a inflação neste setor foi de 25% nos últimos três anos, superando o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esse crescimento se deve a custos operacionais elevados e a uma gestão focada em oferecer serviços de qualidade.
✨ A busca por áreas de lazer e a escassez de mão de obra têm pressionado as taxas.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, destaca que a nova configuração dos condomínios, com espaços de lazer, é uma tendência crescente, especialmente em prédios menores. Isso, junto a custos fixos elevados, está aumentando a pressão sobre os condôminos.
Entre 2022 e 2025, a inadimplência dentro dos condomínios subiu de 9,72% para 11,95%, sinalizando um alerta para a saúde financeira desses espaços. O Rio Grande do Norte registra a maior taxa, com 32,83% dos condôminos inadimplentes.
"A dívida não fica no CPF, vai para o imóvel
A falta de pagamento pode resultar em leilão do imóvel, algo que preocupa muitos moradores que enfrentam custos crescentes.
Frente ao aumento das despesas, muitos brasileiros têm buscado alternativas ao 'segundo aluguel'. Moradores, como Hector Corrêa em São Paulo, decidiram permanecer em seus apartamentos devido ao impacto das taxas no orçamento.
✨ A escolha por apartamentos com menor taxação se torna crucial.
Corra atrás de promoções e gestão eficiente, como a contratação de administradoras, que pode trazer melhoria na organização financeira.
Uma opção adotada por muitos condomínios é substituir porteiros por serviços eletrônicos, na tentativa de reduzir custos altos com pessoal. No entanto, isso gera preocupações sobre segurança e acessibilidade.
✨ Mais de 14 mil condomínios já implementaram soluções eletrônicas.
Enquanto algumas iniciativas buscam a eficiência tecnológica, outras discutem legislações que visam proteger empregos no setor.
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