Criptomoeda avançava na manhã de 13 de outubro de 2026, em sessão marcada por fluxos negativos em ETFs spot e minutos do Fed que apontam possibilidade de novas altas de juros.

✨ O Bitcoin era negociado em torno de US$ 83,5 mil (aprox. R$ 416,3 mil) na manhã de 13 de outubro de 2026, com alta nas últimas 24 horas e amplitude diária entre cerca de US$ 81,0 mil e US$ 84,1 mil.
O preço de referência da criptomoeda vinha na região de US$ 83,4 mil nesta terça-feira, com variação positiva nas últimas 24 horas. Dados de mercado mostram alta intradiária e uma amplitude que tem mantido o ativo volátil nas últimas sessões.
Convertido para reais, o valor do Bitcoin é influenciado tanto pela cotação internacional em dólares quanto pelo câmbio: com o dólar comercial cotado perto de R$ 4,99, 1 BTC passa a equivaler a cerca de R$ 416,3 mil na conversão direta. Essa relação explica por que o preço em reais pode subir mesmo quando o BTC/USD estiver relativamente estável.
Dois vetores vêm dominando a movimentação: fluxos em ETFs spot de Bitcoin e o cenário monetário nos Estados Unidos. Relatórios sobre os ETFs mostram saídas líquidas em diversos dias da primeira semana de outubro, o que pressionou a oferta líquida demandada por esse canal institucional. Embora alguns dias recentes tenham registrado entradas pontuais, o balanço daquela semana ficou negativo, contribuindo para a volatilidade.
Ao mesmo tempo, os minutos do Federal Reserve referentes à reunião de setembro sinalizaram que parte dos membros vê a possibilidade de novas altas de juros ainda este ano — um fator que aumenta o custo de oportunidade de ativos de risco e pode fortalecer o dólar, reduzindo apetite por posições mais arriscadas. Esse cenário macro aparece entre os motivos avaliados por investidores ao precificar o Bitcoin.
O movimento atual parece combinar compra retomariva em pontos considerados de valor por alguns traders e realização ligada a saídas de ETFs em dias específicos. A volatilidade diária — com máximas próximas de US$ 84,1 mil e mínimas perto de US$ 81,0 mil — indica que o mercado permanece sensível a notícias de fluxo e ao humor macro.
Os ETFs spot compram (ou vendem) bitcoin para ajustar suas cotas; entradas líquidas tendem a aumentar demanda institucional por BTC, enquanto saídas refletem retirada de exposição via esse veículo regulado. No entanto, um dia de saída não equivale necessariamente a vendas diretas imediatas no mercado à vista — a relação é complexa e depende do mecanismo de criação/resgate do ETF.
Na prática, o mercado mostra um Bitcoin com liquidez consistente, mas sujeito a ruídos de curto prazo: fluxos institucionais via ETFs e percepções sobre juros nos EUA têm sido os principais elementos interpretativos nas últimas semanas. Sem um catalisador claro que prevaleça, os movimentos podem seguir orientados por notícias e volumes.
Importante: esta matéria traz contexto e análise jornalística com base em dados públicos de mercado. Não se trata de recomendação de investimento; o Bitcoin continua sendo um ativo com alta volatilidade e riscos relevantes para quem opera com exposição direta ou indireta.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Criptomoeda registrava pequena alta nas últimas 24 horas em sessão marcada por rotação em ETFs e atenção à decisão do Federal Reserve na semana.

Criptomoeda era negociada próximo de US$ 79,6 mil em 9 de setembro; entradas em ETFs e dados de inflação dos EUA marcam os próximos dias.

Criptomoeda ensaia recuperação com entradas em ETFs de Bitcoin; investidores seguem de olho em decisões do Federal Reserve e no comportamento do dólar.

Criptomoeda recuava cerca de 1,5% nas últimas 24 horas; mercado acompanha alta dos rendimentos dos Treasuries, dólar firme e forte entrada líquida em ETFs durante agosto.