Criptomoeda era negociada próxima de US$ 78,4 mil enquanto investidores monitoram entradas em ETFs, a recuperação parcial de fundos da Liquid e a alta dos juros nos EUA.

✨ O Bitcoin era negociado próximo de US$ 78.423, com variação de cerca de +1,1% nas últimas 24 horas; em reais, a cotação girava em torno de R$ 401.766.
Os números refletem um mercado que combina fluxo institucional e notícias técnicas: a capitalização de mercado do Bitcoin estava na casa de US$ 1,575 trilhão, com volume de 24 horas de aproximadamente US$ 28,3 bilhões e dominância em torno de 57% — indicadores que mostram liquidez e participação relevante do BTC no mercado cripto.
Dois vetores surgem como os principais responsáveis pela dinâmica recente: entradas líquidas em ETFs spot de Bitcoin, que têm reconduzido fluxo institucional para a classe de ativos, e um incidente técnico de grande visibilidade — o exploit na Liquid Network — cuja resolução parcial aliviou, em parte, a incerteza sobre a segurança de sidechains atreladas ao BTC.
Relatórios de mercado apontaram que os ETFs spot de bitcoin atraíram volumes significativos na última semana, reativando demanda institucional direta sobre o ativo e ajudando a sustentar os preços no curto prazo. Esse movimento não é linear nem garantido, mas cria um suporte de procura que se soma aos fatores técnicos do mercado.
No fim de semana, cerca de 4.000 BTC foram retirados da reserva da Liquid Network por atores que se autodenominaram ‘white hats’. Posteriormente, aproximadamente 3.400 BTC foram devolvidos à federação do protocolo, enquanto cerca de 598,5 BTC permaneceram na posse dos responsáveis pelo movimento — uma recuperação parcial que reduziu o choque imediato, mas manteve questões sobre segurança e a operação do sidechain.
O episódio afetou de modo mais direto a confiança na Liquid e em produtos atrelados (L‑BTC), mas teve repercussão limitada no preço-base do Bitcoin, já que a maior parte dos volumes financeiros continua concentrada no mercado spot e em ETFs regulados. A natureza on‑chain da comunicação entre as partes (mensagens em OP_RETURN e trocas PGP) chamou atenção e facilitou a verificação parcial dos retornos.
Além dos fatores específicos do ecossistema cripto, os rendimentos dos títulos públicos americanos voltaram a subir nas últimas semanas — o papel de referência de 10 anos vinha negociado perto de 4,78% — pressionando ativos de risco e condicionando a volatilidade do Bitcoin. Movimentos nessas taxas tendem a influenciar o fluxo entre classes de ativos e a percepção de custo de oportunidade para investidores institucionais.
O preço do Bitcoin em reais combina (1) a cotação internacional do BTC em dólares, (2) a taxa de câmbio dólar/real vigente e (3) diferenças de liquidez entre plataformas locais e internacionais. Assim, o BTC/BRL pode subir mesmo se o BTC/USD ficar estável, caso o dólar se valorize frente ao real — e vice‑versa.
Na prática, o movimento atual resume-se a um mercado que absorve tanto fluxo comprador vindo de veículos regulados quanto notícias técnicas que exigem vigilância. A continuidade da tendência dependerá da persistência dos fluxos líquidos em ETFs e do cenário macro de taxas e liquidez. Não há garantia de continuidade: a volatilidade pode aumentar se algum desses vetores mudar de sinal.
Risco: além da volatilidade intrínseca ao Bitcoin, eventos técnicos em sidechains, decisões regulatórias e variações abruptas nos rendimentos dos títulos podem provocar oscilações significativas em curtos períodos. Matéria preparada com dados de mercado e relatos verificados; acompanhe atualizações contínuas para decisões de prazo menor.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Jornalista especializado em Economia

Criptomoeda caiu perto de 2–3% nas últimas 24 horas enquanto investidores reavaliam juros, fluxos de ETFs e liquidez; mercado observa próximos níveis e risco de mais volatilidade.

Criptomoeda negociava em torno de US$ 86.000 nesta terça-feira; investidores acompanham fluxos dos ETFs de bitcoin, reservas em exchanges e o avanço dos yields americanos.

Criptomoeda era negociada acima de US$ 85 mil em 23 de setembro de 2026, em meio a forte entrada em ETFs e movimentos nas expectativas de juros nos EUA.

Criptomoeda avançava acima de US$ 80 mil nesta segunda-feira, em sessão marcada por retomada parcial de entradas em ETFs e atenção ao cenário monetário dos EUA.