Criptomoeda era negociada perto de US$ 77 mil, enquanto investidores monitoram fluxos de fundos e o cenário de juros nos EUA.

✨ O Bitcoin era negociado próximo de US$ 77.2 mil na manhã de 31 de outubro de 2026, cerca de R$ 420 mil, acumulando queda de aproximadamente 3% nas últimas 24 horas.
O recuo ocorre em um momento no qual o mercado vem processando saídas líquidas em ETFs de Bitcoin nas últimas sessões e ajustando expectativas para a política monetária americana. Em outubro a criptomoeda acumulava perda relevante no mês, em linha com a correção vista nos mercados de risco.
Dados recentes apontaram saídas líquidas relevantes de alguns fundos de índice que possuem exposição direta a Bitcoin nas últimas 48 horas, reduzindo parte da demanda institucional marginal. Paralelamente, a decisão do Federal Reserve de manter a taxa básica estável no fim de outubro — embora com dissidências entre membros — manteve o foco dos investidores em riscos macro e em possíveis novos ajustes futuros na política de juros.
O preço do Bitcoin em reais resulta da combinação entre o preço internacional em dólares e a cotação do dólar frente ao real. Assim, variações no câmbio podem ampliar ou atenuar movimentos do BTC em BRL mesmo quando o BTC/USD se move pouco.
Na manhã de 31/10/2026 o preço rondava US$ 77 mil, com capitalização de mercado na casa de US$ 1,5 trilhão e volume diário de negociações que continuava elevado, em torno de dezenas de bilhões de dólares. Em outubro o mês mostrava queda acumulada em torno de 7–8% após uma alta anterior que levou o ativo bem acima desses níveis em setembro e início de outubro.
O movimento combina fatores específicos do mercado cripto (fluxos em fundos, sentimento de curto prazo) e fatores macro (expectativas sobre juros e inflação nos EUA). Quando ETFs registram resgates ou saídas líquidas, parte da demanda institucional que vinha sustentando os preços diminui. Ao mesmo tempo, a incerteza sobre até quando o Fed manterá o aperto monetário faz com que ativos de maior risco, como o Bitcoin, tenham movimentos mais pronunciados quando há notícias econômicas ou mudanças na velocidade de compra/venda por grandes fundos.
É importante lembrar que movimentos pontuais em carteiras grandes ou transferências entre carteiras e exchanges nem sempre significam venda imediata: podem representar realocações, custódia ou operações técnicas. Da mesma forma, um dia de saídas em ETFs não equivale automaticamente a uma tendência de longo prazo, mas pode reduzir a liquidez marginal enquanto persistir.
Na prática, a continuidade da pressão vendedora dependerá principalmente de como os fluxos institucionais evoluem nas próximas sessões e de novos sinais do cenário macro. Um cenário de retomada de entradas em ETFs e dados de inflação mais favoráveis poderia aliviar a pressão, enquanto novas saídas e dados de inflação persistente poderiam ampliar a volatilidade negativa.
✨ Resumo: Bitcoin negociado perto de US$ 77 mil (≈ R$ 420 mil) na manhã de 31/10/2026; queda de ~3% em 24 horas. Investidores seguem de olho em fluxos de ETFs e nas próximas leituras macro dos EUA.
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