Demanda global por açúcar cresce nas economias emergentes até 2034
Estudo da Hedgepoint aponta mudanças no consumo de açúcar mundial

As economias emergentes devem liderar o consumo global de açúcar nos próximos anos, conforme destaca um estudo da Hedgepoint Global Markets. A pesquisa sugere que os países desenvolvidos enfrentarão um declínio na demanda devido a fatores como envelhecimento populacional, alterações nas preferências dos consumidores e rigorosas políticas de saúde.
Dados e Tendências do Consumo
Baseando-se em informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o estudo prevê um aumento anual de 1,2% no consumo de açúcar, que deve alcançar cerca de 202 milhões de toneladas até 2034. O crescimento estará concentrado principalmente na Ásia e na África, representando aproximadamente 93% do aumento total na demanda.
✨ A urbanização e o aumento do poder aquisitivo nas regiões de baixa e média renda impulsionam essa tendência de crescimento.
Enquanto isso, as economias de alta renda provavelmente passarão a manter um consumo de açúcar estável ou em leve declínio. De acordo com a Hedgepoint, as novas demandas ficam cada vez mais inelásticas em países com PIB elevado, onde o consumo tende a se estabilizar.
Fatores Limitantes na Demanda
Além disso, a consultoria alerta que as economias emergentes não terão um papel isolado substancial no aumento das compras globais de açúcar nos próximos anos. Portanto, a Hedgepoint estima um leve crescimento de apenas 0,4% para o período 2025/26, em desacordo com as projeções da FAO, com uma recuperação modesta nas temporadas seguintes.
A implementação de medidas tributárias e regulatórias em diversos países também contribui para essa lenta recuperação no consumo. Com o aumento das taxas sobre bebidas açucaradas (SSBs), 119 países já aplicam impostos que afetam cerca de 57% da população mundial. Estudos, como o realizado no México, demonstram que essas tributações resultam em redução significativa no consumo de SSB.
Contexto Adicional
A consultoria enfatiza que, apesar do aumento dos preços do petróleo, isso não deverá afetar de maneira relevante o mercado de açúcar, uma vez que a produção de etanol deve continuar sendo a prioridade das usinas.
Por fim, a Hedgepoint conclui que a oscilação dos preços do açúcar no Brasil está mais relacionada a questões de superoferta do que à competitividade do etanol.
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