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economia
2 min de leitura

Demanda global por açúcar cresce nas economias emergentes até 2034

Estudo da Hedgepoint aponta mudanças no consumo de açúcar mundial

Fernanda Lima17 de maio de 2026 às 10:25
Demanda global por açúcar cresce nas economias emergentes até 2034

As economias emergentes devem liderar o consumo global de açúcar nos próximos anos, conforme destaca um estudo da Hedgepoint Global Markets. A pesquisa sugere que os países desenvolvidos enfrentarão um declínio na demanda devido a fatores como envelhecimento populacional, alterações nas preferências dos consumidores e rigorosas políticas de saúde.

Dados e Tendências do Consumo

Baseando-se em informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o estudo prevê um aumento anual de 1,2% no consumo de açúcar, que deve alcançar cerca de 202 milhões de toneladas até 2034. O crescimento estará concentrado principalmente na Ásia e na África, representando aproximadamente 93% do aumento total na demanda.

A urbanização e o aumento do poder aquisitivo nas regiões de baixa e média renda impulsionam essa tendência de crescimento.

Enquanto isso, as economias de alta renda provavelmente passarão a manter um consumo de açúcar estável ou em leve declínio. De acordo com a Hedgepoint, as novas demandas ficam cada vez mais inelásticas em países com PIB elevado, onde o consumo tende a se estabilizar.

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Fatores Limitantes na Demanda

Além disso, a consultoria alerta que as economias emergentes não terão um papel isolado substancial no aumento das compras globais de açúcar nos próximos anos. Portanto, a Hedgepoint estima um leve crescimento de apenas 0,4% para o período 2025/26, em desacordo com as projeções da FAO, com uma recuperação modesta nas temporadas seguintes.

A implementação de medidas tributárias e regulatórias em diversos países também contribui para essa lenta recuperação no consumo. Com o aumento das taxas sobre bebidas açucaradas (SSBs), 119 países já aplicam impostos que afetam cerca de 57% da população mundial. Estudos, como o realizado no México, demonstram que essas tributações resultam em redução significativa no consumo de SSB.

Contexto Adicional

A consultoria enfatiza que, apesar do aumento dos preços do petróleo, isso não deverá afetar de maneira relevante o mercado de açúcar, uma vez que a produção de etanol deve continuar sendo a prioridade das usinas.

Por fim, a Hedgepoint conclui que a oscilação dos preços do açúcar no Brasil está mais relacionada a questões de superoferta do que à competitividade do etanol.

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