Governo eleva previsão da inflação para 2026 devido à alta de alimentos
Estimativa agora é de 5,1%, superando a meta estabelecida.

Nesta quarta-feira, o governo brasileiro anunciou um aumento na previsão da inflação para 2026, passando de 4,5% para 5,1%, em resposta à pressão contínua sobre os preços, especialmente no setor alimentício, e aos impactos do conflito no Oriente Médio na economia global.
Detalhes do Boletim Macrofiscal
A revisão foi publicada no 'Boletim Macrofiscal' pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. A equipe econômica explicou que, apesar de uma desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em junho, os preços dos alimentos continuaram a ser a maior influência na inflação do ano até o momento.
"Apesar do recente alívio nos preços do petróleo, as pressões sobre os custos globais permanecem, e ainda é cedo para afirmar que os preços estão se estabilizando
✨ Inflação de junho é a mais baixa dos últimos três anos, mas ainda excede a meta do Banco Central.
Possíveis Riscos Futuro
O Ministério da Fazenda identificou fatores adicionais que podem manter a inflação elevada nos próximos meses, como o repasse de preços do atacado ao consumidor e a possível intensificação do fenômeno El Niño.
Enquanto o fenômeno climático deve impactar principalmente as safras de 2027, ele pode já afetar os preços dos alimentos em 2026.
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