Demanda por terras raras deve crescer 30% até 2030, indica IEA
IEA destaca Brasil como exemplo em rutura de cadeias produtivas

A Agência Internacional de Energia (IEA) prevê que a demanda global por terras raras magnéticas aumentará em mais de 30% até 2030, atingindo 120 mil toneladas, conforme divulgado em um relatório nesta quarta-feira.
Esses materiais são fundamentais para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas e eletrônicos, devendo expandir ainda mais, com um aumento projetado de 90% até 2050, totalizando 175 mil toneladas.
✨ Cerca de US$ 60 bilhões em investimentos serão necessários na próxima década para diversificar a oferta, segundo a IEA.
A IEA destaca que, apesar do alto custo, o investimento necessário é modesto em comparação ao tamanho do mercado e aos riscos associáveis à atual dependência da China, que detém cerca de 60% da produção global de terras raras.
Possíveis Soluções e Exemplos no Brasil
O relatório menciona o projeto Serra Verde, localizado em Goiás, que utiliza uma abordagem de processamento ambientalmente amigável, empregando sais em vez de ácidos agressivos na sua produção, e o projeto Caldeira, em Minas Gerais, da Meteoric Resources, que está em fase de testes com um carbonato misto de terras raras.
Informações Extras
Os depósitos de argila iônica no Brasil são considerados mais promissores do que as rochas duras, oferecendo rotas de extração mais eficientes e menos poluentes.
Esses avanços não só ajudam a diversificar as fontes de terras raras, mas também colocam o Brasil na vanguarda de práticas de mineração mais sustentáveis.
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